Estacionar engatado: os dois lados da moeda
Saiba o pró e contra de pôr na 1º marcha ao parar o carro. E o freio de mão? Até em que altura se pode puxar?
Ao estacionar, você tem o hábito de deixar o carro engatado? É comum essa prática principalmente para reforçar a estabilidade dos veículos em ladeiras muito íngremes. Mas, muitos motoristas estendem esse "reforço" para ruas e avenidas planas.
A razão está em querer bloquear o automóvel, travando a caixa de marcha, para impedir qualquer possibilidade dele ser deslocado. Mesmo com o freio de mão puxado, com uma força extra, é ainda possível empurrar e mudar a posição do carro.
Não é difícil acontecer casos de pessoas que empurram veículos de terceiros porque estes estão bloqueando a sua saída da vaga. Porém, a medida de proteção pode virar uma inimiga.
Em caso de colisão ao veículo estacionamento. Por estar engatado, haverá danos na caixa de marcha. Além de poder quebrar as lonas devido ao freio de mão puxado. A despesa fica maior.
Tirando esse detalhe, não há danos na peça ao deixar o automóvel engatado, seja na primeira, segunda ou qualquer outra marcha. Outro lembrete é que engatar não substitui o uso do freio de estacionamento. Ou utiliza de forma combinada ou somente a segunda ferramenta.
Puxa até quanto?
E o freio de mão, elevar até o fim danifica? "Sempre deve puxar até o fim. Geralmente um freio de mão bem regulado ele está entre cinco estalos. Tenho que puxar até o quinto? Sim. Se tiver depois certo esforço, esse é o limite máximo dele, as rodas estão travadas", explica Cristiano.
Se por acaso a alavanca sustenta o carro no primeiro estalo, então há algum problema. Está havendo uma regulagem em excesso. Isso significa que as lonas estão muito próximas e, durante a condução do veículo, haverá o desgaste prematuro, por um atrito desnecessário feito com ela.
Caso a alavanca esteja regulada e o motorista apenas não quer puxar até o final, não há danos diretos ao veículo, apenas o risco de não ter travado as rodas. Assim, por não estar totalmente imobilizado, alguém pode encostar-se nele e ele deslocar-se facilmente.
Sendo assim, é importante manter a perfeita regulagem e ainda puxar a alavanca até a altura possível para garantir a segurança do veículo.
Quanto ao tema regulagem, ela está diretamente relacionada ao desgaste das lonas e ter a regulagem modificada é completamente normal. É causada apenas pelo uso contínuo do freio de estacionamento. Ou, então, por exemplo, se o motorista tem a prática de realizar muito o "cavalo de pau".
Em cada revisão dos dez mil quilômetros esse item é checado, em conjunto com a lubrificação dos cabos de freio. Normalmente, fazendo essa costumeira revisão e manutenção preventiva, só é preciso fazer um reparo nas lonas com 70 mil quilômetros, em caso de carros de passeio, ou 40 mil, quando são picapes. Um jogo de lonas depende do veículo, o preço da mão de obra na Saga é R$ 80,00.
Quanto aos cabos de freio, os quais também são analisados em conjunto com as lonas, é interessante fazer a substituição do cabo com 90 mil quilômetros. Mesmo que ele ainda apresente estar em bom estado de conservação. O preço é de R$ 70,00 a R$ 90,00.
A medida é de prevenção, afinal este é um dos itens que você não quer consertar ao ter um problema. Você não espera dar um defeito para consertar. "É igual com a correia dentada, que você não espera dá problema para não empenas as válvulas do motor", compara Cristiano.
Camila Marcelo
Repórter