Escapamentos exigem cuidados tanto em carros como em motos
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Redação
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Na prática, na maioria dos escapamentos é feita a troca dos 'silenciosos'. Porém, dependendo da situação, a peça é trocada por inteira, assim como o catalisador
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De uma ou duas bocas, tanto faz, pois não cuidando pode gerar um ruído que incomoda aos ouvidos e o veículo
Você sabia que o escapamento é uma das primeiras vítimas de buracos e lombadas pela cidade? Segundo especialistas, isto é devido a sua posição - na parte baixa do carro.
Hoje, em média, o escape de um carro dura cerca de 80 mil quilômetros. No entanto, o motorista pode prolongar essa vida útil se dirigir com zelo e segurança, visitar uma oficina mecânica uma vez ao ano para verificar as condições da peça e procurar abastecer em postos onde o combustível vendido é de qualidade comprovada.
De acordo com Charles Robson, consultor técnico da Trok Service, empresa especializada na troca desta peça, em Fortaleza, há algumas formas de o motorista perceber se está na hora ou não de trocar o escapamento do veículo.
"Primeiro é no visual, quando ele apresenta problemas de oxidação, isto é, quando percebe-se que ela está bem enferrujada. Outro forma de detectar é através de vazamento ou ruído, que a cada dia cresce, fazendo bastante barulho mesmo. Quando atinge essa fase é hora de trocá-lo", diz
Segundo o profissional, em carros a etanol, a durabilidade do escapamento é bem menor. Em média, na própria empresa, na Trok Service, de 20 a 25 carros trocam o escapamento por dia.
Charles explica que o preço pode variar, de R$ 220 a R$ 280. Isto para carros populares e sem o catalisador. "Já para um carro importado, como uma Mercedes-Benz ou uma BMW, não sai por menos de R$ 600", detalha.
O consultor afirma que como não há escapamentos originais dos importados no País, o que se faz é uma adaptação, isto é, uma junção através de soldas, com outros escapamentos, para repor o danificado. "Por isso, eis o valor do preço ser alto".
Quem é marinheiro de primeira viagem e quer "tirar à prova", caso o mecânico diga que o escapamento precise ser trocado, Charles orienta: "Balance o carro, se o escapamento fizer um barulho parecido com o de um chocalho está na hora".
Experiente, Charles diz que o escapamento é divido em quatro partes: o cano de saída do motor, o catalisador, o silencioso intermediário e o silencioso final. "Geralmente, 90% dos casos dão problemas nos silenciosos", acrescenta.
Para o serviço, ele revela que a garantia é de um ano e para concluir o serviço, leva-se em média de 20 a 40 minutos.
Duas rodas
Em moto, escapamento também é coisa séria. Segundo especialistas, o desgaste acontece de acordo com o modo, tempo e intensidade de utilização ou até o tipo de combustível que se coloca.
No mercado para motos, ele afirma que há dois tipos, o original e o esportivo. A diferença é que o primeiro vem com catalisador - equipamento que filtra o ar - onde retém mais a fumaça e faz menos barulho e ecologicamente o meio ambiente agradece. Já o esportivo é o contrário. Não dispõe de catalisador, aumentando a saída de fumaça, já que o orifício é mais aberto, o cano é maior e a pressão do motor é mais acentuada, forçando a saída de óleo.
Entre eles, também existe a diferença entre o escapamento inox e o que vem com cobertura de plástico. O problema é que o primeiro esquenta muito e, às vezes, ao garupeiro mais desavisado, pode queimar as "batatas" da perna ao descer.
Dentre os cuidados que se deve ter, um deles é sempre estar verificando o reaperto da descarga no cabeçote e se a descarga não está furada. "Caso isto não esteja em equilíbrio, consequentemente, fará um barulho anormal", diagnostica o especialista.
Em média, um escapamento original custa de R$ 100 a R$ 600. Esportivos: de R$ 400 a mil reais.
Para Claudizio Duarte, chefe de oficina da Auge Motos, a vida útil deste equipamento varia. Vai depender muito de como o piloto usa sua moto. "Conheço pilotos que com um ano tem que trocá-lo, como existem aqueles que só trocam com dois anos", diz ele.
´Há pilotos também que gostam de trocar seu escapamento original pelo o que "ronca", ou seja, o esportivo. Claudizio conta que o processo é simples, já que é só abrir o bojo e aumentar a saída, tirando as proteções.
Entretanto, Augusto César, vendedor da Saga Motos, conta que quando o cliente opta pela troca numa moto zero-quilômetro, a fábrica retira a garantia, já que as características originais da moto foram alteradas.
Tempo
20 a 40 minutos é o tempo de espera para a troca de um escapamento. A peça pode variar de preço e tamanho, e de carro nacional para veículo importado
SAIBA MAIS
Preferência: Ao trocar algum componente do escapamento dê preferência à peças galvanizadas, pois a sua vida útil será maior
De olho: Sempre que possível, verifique os fixadores e abraçadeiras
Dsciplina: Realize uma revisão completa do sistema de escape do veículo ao menos a cada seis meses a fim de verificar o estado dos seus suportes e peças
Vazamento: Caso o escapamento esteja vazando gases ou quebrado, pode ser necessário apertar as abraçadeiras, fixar os suportes ou mesmo realizar a substituição de alguma peça
Substituição: O recomendado pelos especialistas é substituir o escapamento quando ele apresenta problemas como trincas ou furos, normalmente devido à fadiga do material ou à corrosão
Você sabia que o escapamento é uma das primeiras vítimas de buracos e lombadas pela cidade? Segundo especialistas, isto é devido a sua posição - na parte baixa do carro.
Hoje, em média, o escape de um carro dura cerca de 80 mil quilômetros. No entanto, o motorista pode prolongar essa vida útil se dirigir com zelo e segurança, visitar uma oficina mecânica uma vez ao ano para verificar as condições da peça e procurar abastecer em postos onde o combustível vendido é de qualidade comprovada.
De acordo com Charles Robson, consultor técnico da Trok Service, empresa especializada na troca desta peça, em Fortaleza, há algumas formas de o motorista perceber se está na hora ou não de trocar o escapamento do veículo.
"Primeiro é no visual, quando ele apresenta problemas de oxidação, isto é, quando percebe-se que ela está bem enferrujada. Outro forma de detectar é através de vazamento ou ruído, que a cada dia cresce, fazendo bastante barulho mesmo. Quando atinge essa fase é hora de trocá-lo", diz
Segundo o profissional, em carros a etanol, a durabilidade do escapamento é bem menor. Em média, na própria empresa, na Trok Service, de 20 a 25 carros trocam o escapamento por dia.
Charles explica que o preço pode variar, de R$ 220 a R$ 280. Isto para carros populares e sem o catalisador. "Já para um carro importado, como uma Mercedes-Benz ou uma BMW, não sai por menos de R$ 600", detalha.
O consultor afirma que como não há escapamentos originais dos importados no País, o que se faz é uma adaptação, isto é, uma junção através de soldas, com outros escapamentos, para repor o danificado. "Por isso, eis o valor do preço ser alto".
Quem é marinheiro de primeira viagem e quer "tirar à prova", caso o mecânico diga que o escapamento precise ser trocado, Charles orienta: "Balance o carro, se o escapamento fizer um barulho parecido com o de um chocalho está na hora".
Experiente, Charles diz que o escapamento é divido em quatro partes: o cano de saída do motor, o catalisador, o silencioso intermediário e o silencioso final. "Geralmente, 90% dos casos dão problemas nos silenciosos", acrescenta.
Para o serviço, ele revela que a garantia é de um ano e para concluir o serviço, leva-se em média de 20 a 40 minutos.
Duas rodas
Em moto, escapamento também é coisa séria. Segundo especialistas, o desgaste acontece de acordo com o modo, tempo e intensidade de utilização ou até o tipo de combustível que se coloca.
No mercado para motos, ele afirma que há dois tipos, o original e o esportivo. A diferença é que o primeiro vem com catalisador - equipamento que filtra o ar - onde retém mais a fumaça e faz menos barulho e ecologicamente o meio ambiente agradece. Já o esportivo é o contrário. Não dispõe de catalisador, aumentando a saída de fumaça, já que o orifício é mais aberto, o cano é maior e a pressão do motor é mais acentuada, forçando a saída de óleo.
Entre eles, também existe a diferença entre o escapamento inox e o que vem com cobertura de plástico. O problema é que o primeiro esquenta muito e, às vezes, ao garupeiro mais desavisado, pode queimar as "batatas" da perna ao descer.
Dentre os cuidados que se deve ter, um deles é sempre estar verificando o reaperto da descarga no cabeçote e se a descarga não está furada. "Caso isto não esteja em equilíbrio, consequentemente, fará um barulho anormal", diagnostica o especialista.
Em média, um escapamento original custa de R$ 100 a R$ 600. Esportivos: de R$ 400 a mil reais.
Para Claudizio Duarte, chefe de oficina da Auge Motos, a vida útil deste equipamento varia. Vai depender muito de como o piloto usa sua moto. "Conheço pilotos que com um ano tem que trocá-lo, como existem aqueles que só trocam com dois anos", diz ele.
´Há pilotos também que gostam de trocar seu escapamento original pelo o que "ronca", ou seja, o esportivo. Claudizio conta que o processo é simples, já que é só abrir o bojo e aumentar a saída, tirando as proteções.
Entretanto, Augusto César, vendedor da Saga Motos, conta que quando o cliente opta pela troca numa moto zero-quilômetro, a fábrica retira a garantia, já que as características originais da moto foram alteradas.
Tempo
20 a 40 minutos é o tempo de espera para a troca de um escapamento. A peça pode variar de preço e tamanho, e de carro nacional para veículo importado
SAIBA MAIS
Preferência: Ao trocar algum componente do escapamento dê preferência à peças galvanizadas, pois a sua vida útil será maior
De olho: Sempre que possível, verifique os fixadores e abraçadeiras
Dsciplina: Realize uma revisão completa do sistema de escape do veículo ao menos a cada seis meses a fim de verificar o estado dos seus suportes e peças
Vazamento: Caso o escapamento esteja vazando gases ou quebrado, pode ser necessário apertar as abraçadeiras, fixar os suportes ou mesmo realizar a substituição de alguma peça
Substituição: O recomendado pelos especialistas é substituir o escapamento quando ele apresenta problemas como trincas ou furos, normalmente devido à fadiga do material ou à corrosão