Fique de olho na cegonha, antes de entregar o ´bebê´

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Redação producaodiario@svm.com.br
Entregar o seu veículo a uma carreta tem os seus riscos, saiba quais são eles e aprenda quais são as precauções

Antes de despachar o seu automóvel em uma carreta de uma empresa de transportes, seja em ocasião de viagem de férias ou de mudança, esteja atento a algumas recomendações. A principal é confirmar se o carro está protegido em caso de acidente ou outro tipo de dano.

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FOTO: AGÊNCIA DIÁRIO


"Aqui todos os carros são segurados. Se uma carreta, Deus livre, tomba, então é feita a perícia e o que tiver perda total vai ser restituído pela tabela e o que não teve, é consertado. Às vezes as pessoas ficam chateadas porque o veículo era novo, mas existe risco de acidente e a gente deixa isso bem claro", ressalta Francisco Filho, dono da Hawai Transporte de Veículos.

Quanto as precauções antes de entregar o carro, não há tantas exigências como capa ou alguma cera protetora.

"A gente só pede para não ir com um tanque muito cheio, para não causar um vazamento ou um problema maior se o caminhão der problema. Mas, não precisa ir com pneus vazios por exemplo", pontua.

Lotação máxima

Para evitar excesso de peso ou pagar por malas extras no transporte aéreo, muitos clientes entregam os seus automóveis com o porta-malas lotado.

"Tem gente que bota a mudança, praticamente, no carro. Isso é corriqueiro, mas nós não responsabilizamos. A gente procura ter o mais cuidado, mas não somos responsáveis pelos bens. É arriscado, dependendo do veículo, porque ele se mexe durante o caminho. Às vezes, acaba danificando escapamento ou amortecedor, por exemplo, e depois querem que a gente pague, mas foi a culpa foi do excesso de bagagem. Tem gente que coloca até máquina de lavar, fogão ou colchão amarrado no teto", relata Francisco.

Além de problemas mecânicos, há o perigo de atrair furtadores. "A cegonha é um veículo aberto. Depois de rodar o dia todinho, quando ela para no posto de combustível à noite, o motorista vai dormir, não tem como ficar ´pastorando´ os bens das pessoas. E hoje as pessoas ficam observando que o carro vai cheio de coisa e, depois, vai e quebra um vidro. Só dá dor de cabeça, aumenta o prejuízo", enfatiza.

Procura alta

O serviço de transporte é muito procurado por pessoas físicas ao comprar um automóvel novo ou usado fora do estado residente. Ou, então, em caso de viagens ou mudança. Conforme Francisco, a pessoa física quer o seu carro aonde ela for, no entanto não quer ter a insegurança e o desconforto de dirigir horas e horas. "É um mercado crescente o de transporte porque ninguém quer dirigir por um percurso longo. Quando dizem que a distância é 800km, ninguém quer ir no seu próprio veículo", afirma.

O preço depende do modelo, ano e tipo do veículo, além do destino enviado, variando em média de R$ 300,00 até R$1.700,00. Para São Paulo, por exemplo, é R$ 800,00.

CAMILA MARCELO
REPÓRTER