A segunda rodada da Quaest no Ceará observou que, para 53% dos cearenses, a violência segue sendo o maior problema do Estado. Em seguida, aparece a pasta da Saúde, apontada por 18% dos entrevistados. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (30) e trata do cenário para o pleito de 2026.
O resultado se assemelha ao cenário apresentado pela primeira rodada do levantamento, divulgado em abril deste ano. O percentual de cearenses que apontaram esse desafio era 7 pontos menor, com a violência tendo sido escolhida por 46% dos eleitores.
Desemprego, educação, pobreza/desigualdade, corrupção, economia e infraestrutura foram os outros problemas apontados. Diferente da primeira rodada, a opção "enchentes" não pontuou, e 1% dos votantes afirmaram não haver um maior problema no Ceará. Confira, abaixo, os números da pesquisa.
Qual é o maior problema do estado?
- Violência: 53%
- Saúde: 18%
- Desemprego: 4%
- Educação: 3%
- Pobreza/Desigualdade: 3%
- Corrupção: 2%
- Economia: 2%
- Infraestrutura: 1%
- Enchentes: 0%
- Outros: 3%
- Nenhum: 1%
- NS/NR: 10%
O levantamento ouviu 1.002 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 24 e 28 de julho em todo o território cearense. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número CE- 09277/2026 e foi contratada pela Genial Investimentos.
A metodologia é quantitativa, com entrevistas presenciais e domiciliares aplicadas a uma amostra representativa da população com 16 anos ou mais residente no Ceará. Como ocorre em levantamentos desse tipo, os resultados representam um retrato do momento e podem sofrer alterações até o dia da votação.
Posicionamento político
Além da pesquisa principal, a Quaest observou a estratificação das respostas dos cearenses pelo posicionamento político dos eleitores. Ao todo, o resultado foi dividido em cinco frentes principais: Lulista, Esquerda não lulista, Independente, Direita não bolsonarista e Bolsonarista.
As temáticas de violência e saúde continuaram liderando em todos os cenários. O problema da violência é apontado com mais força pela direita não bolsonarista e pela esquerda não lulista.
Lulista
- Violência: 41%
- Saúde: 25%
- Desemprego: 5%
- Pobreza/Desigualdade: 3%
- Infraestrutura: 3%
- Educação: 2%
- Corrupção: 1%
- Economia: 1%
- Enchentes: 0%
- Outros: 4%
- Nenhum: 2%
- NS/NR: 13%
Esquerda não lulista
- Violência: 61%
- Saúde: 10%
- Educação: 7%
- Desemprego: 3%
- Pobreza/Desigualdade: 2%
- Corrupção: 2%
- Economia: 1%
- Outros: 7%
- Nenhum: 1%
- NS/NR: 6%
Independente
- Violência: 55%
- Saúde: 17%
- Desemprego: 5%
- Pobreza/Desigualdade: 3%
- Economia: 3%
- Educação: 2%
- Corrupção: 2%
- Infraestrutura: 1%
- Enchentes: 0%
- Outros: 3%
- Nenhum: 0%
- NS/NR: 9%
Direita não bolsonarista
- Violência: 78%
- Saúde: 5%
- Economia: 3%
- Corrupção: 2%
- Desemprego: 1%
- Pobreza/Desigualdade: 1%
- Infraestrutura: 1%
- Outros: 1%
- NS/NR: 8%
Bolsonarista
- Violência: 49%
- Saúde: 13%
- Corrupção: 6%
- Desemprego: 5%
- Educação: 5%
- Pobreza/Desigualdade: 5%
- Economia: 4%
- Infraestrutura: 1%
- Outros: 2%
- NS/NR: 10%
*Estagiária sob supervisão do jornalista Wagner Mendes.