Policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira (8). Nada foi encontrado no local.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após divergências entre o número de armas registradas no nome do ex-presidente. Na decisão, ele destacou a posse de armas como “incompatível” com a prisão domiciliar.
No último dia 15 de junho, uma pistola em nome de Bolsonaro foi apreendida durante uma bliz no Distrito Federal. Na decisão desta quarta, Moraes recomendou “adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado”.
Segundo o texto do ministro, há informações contraditórias quanto ao paradeiro de armamentos registrados como sendo pertencentes ao ex-presidente. A defesa informou, depois, que as 10 armas registradas têm localização conhecida e informada às autoridades competentes.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. Desde 24 de março, após autorização de Moraes, está sob prisão domiciliar humanitária. Inicialmente, a medida seria de 90 dias, mas foi prorrogada pelo ministro na última sexta-feira (3).
No mesmo dia, Moraes também determinou que a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro e defesa reagem à operação
Filho do ex-presidente e atual pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL, Flávio Bolsonaro definiu a operação de busca e apreensão como “completamente desnecessária” e “um constrangimento”.
Em live no YouTube diretamente dos EUA, para onde viajou a fim de participar de audiência pública sobre o tarifaço, Flávio apontou a ação da PF como “clara tentativa de criar uma cortina de fumaça nesse momento em que estou aqui trabalhando pelo Brasil”.
Já no X (antigo Twitter), o advogado João Henrique de Freitas, que compõe a equipe de defesa de Jair Bolsonaro, afirmou ser “lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”.