O senador Flávio Bolsonaro deve prestar depoimento à Polícia Federal (PF) nas investigações pelo crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme determinou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (7).
As oitivas, que devem ocorrer no prazo de até 10 dias, buscam esclarecer uma publicação de Flávio feita no X, no 3 de janeiro de 2026, em que ele atribuiu a Lula crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
No post, o filho de Bolsonaro também associou fotos do presidente ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, dizendo que Lula "será delatado".
Moraes aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a PF deve colher depoimento do senador sobre o caso. As informações são do portal g1.
Investigação
Segundo comunicado da PF ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio fez uma falsa imputação de crime a Lula. Em abril, Moraes ordenou a abertura da investigação sobre a postagem.
Na publicação, Flávio Bolsonaro atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes em eleições.
"Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas", diz documento da PF.