O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) subiu o tom contra a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, durante a convenção partidária nacional do PT, neste domingo (2). Candidato à reeleição na chapa encabeçada pelo presidente Lula (PT), o político do PSB disse que "a descrença das urnas é cheiro, fumaça de derrota".
"A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino nem de americano", completou, em referência à aproximação dos presidentes Javier Milei e Donald Trump ao adversário.
O vice-presidente participou do ato partidário que oficializou a candidatura de Lula à reeleição, em São Paulo. O petista esteve no Ceará nessa sexta-feira (31) para referendar a empreitada do governador Elmano de Freitas (PT) à reeleição.
Em seu discurso, neste domingo, Alckmin ainda relembrou as investidas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a sede dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e de outros episódios que levaram à condenação de bolsonaristas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.
"Se os nossos adversários, perdendo as eleições, tentaram um golpe de estado e tinham como projeto matar aqueles que foram eleitos pelo povo, imagina se eles tivessem ganho as eleições. Aliás, quem não acredita no voto popular não devia nem ser candidato a presidente", assinalou.
A convenção partidária contou com a presença de ministros e ex-ministros do Governo Lula, governadores, parlamentares e lideranças de movimentos sociais, além da primeira-dama, Janja da Silva, e da esposa de Geraldo Alckmin, Lu Alckmin.
Flávio Bolsonaro e a urna eletrônica
Em reunião com diplomatas, no mês passado, Flávio Bolsonaro ligou as urnas eletrônicas brasileiras às de uma empresa venezuelana, que estaria envolvida, segundo a agência americana CIA, em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
As acusações do presidenciável do PL já foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ocasiões anteriores e no episódio mais recente.