O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o "legado" do mandato deve prevalecer contra a "mentira" na eleição deste ano, durante discurso na convenção nacional do PT, realizada neste domingo (2), em São Paulo. O evento oficializou a candidatura dele à reeleição na Presidência da República.
Lula iniciou o pronunciamento fazendo uma autocrítica, ao dizer ter “esquecido” de ter mulheres com tempo de discurso no evento. Com isso, o presidente pediu para a primeira-dama Janja falar sobre o Pacto Nacional contra o Feminicídio.
No discurso, Lula ressaltou o "legado" a partir das entregas do seu terceiro mandato à frente do Executivo nacional e endereçou críticas aos adversários.
“Nós temos time, nós temos futebol, nós temos o que entregar, nós temos argumento. Nós não podemos permitir que a essência da mentira utilizada pela inteligência artificial venha ganhar uma eleição nesse país. Esse país, a mentira não prevalecerá. O que vai prevalecer é a entrega que nós estamos fazendo ao povo brasileiro”
A fala ocorre após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “participar” por meio de um vídeo produzido por Inteligência Artificial (IA) da convenção do PL, que lançou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à presidência da República.
Ainda durante a convenção, Lula falou da trajetória política e anunciou o primeiro evento oficial de campanha, a ser realizado no dia 16 de agosto, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
CONVENÇÃO DO PT
O evento nacional do PT oficializa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na busca pela reeleição à Presidência da República. O petista repete a chapa eleita em 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. O nome foi confirmado na última quarta-feira (29), na convenção do PSB.
A postulação coloca Lula na busca pelo quarto mandato como presidente. A aliança partidária do petista conta com o PSOL, Rede, PSB e PDT, além da Federação PT, PCdoB e PV.
No evento, estão presentes candidatos de chapas majoritárias de todo o país e políticos aliados de Lula, como o governador Elmano de Freitas (PT), os senadores Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB), além do ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT).