Bolsonaro não autorizou uso de imagem e voz em vídeo de IA, diz defesa

Ministro Alexandre de Moraes havia demandado posicionamento do ex-presidente sobre vídeo utilizado na oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
29 de Julho de 2026 - 17:16
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Legenda: PL exibiu um vídeo que simula a imagem e a fala do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato.
Foto: Nelson Almeida/AFP.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quarta (29), que ele não autorizou o  uso de imagem e voz para produção de vídeo com inteligência artificial que foi exibido na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato à Presidência.

Segundo o documento apresentado pelos advogados, o ex-presidente está impossibilitado de dar qualquer autorização do tipo por conta das medidas de restrição de contato às quais está submetido. 

O posicionamento da defesa veio justamente após o ministro Alexandre de Moraes pedir esclarecimentos sobre a participação ou não de Bolsonaro no vídeo. Caso positivo, ele teria descumprido medidas cautelares e poderia ser punido por isso. 

O vídeo feito por IA foi inicialmente exibido no último sábado (25) na convenção do Partido Liberal. “Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz”, diz a imagem que simula o ex-presidente.

Os advogados lembraram que Flávio está, inclusive, proibido de visitá-lo até o dia 11 de outubro. A proibição foi estabelecida no início de julho após o então pré-candidato ter lido suposta carta escrita pelo pai em live — o que já desrespeitou a medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, seja por acesso direto ou por ajuda de terceiros.

No documento, a defesa destaca, ainda, que Bolsonaro tem a imagem pública utilizada pelos filhos em eventos político-partidários costumeiramente, “prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito”.

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