O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ao pai e ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão do magistrado ocorre após Flávio realizar uma live para ler uma carta supostamente assinada pelo pai, no último sábado (11). No texto em questão, Bolsonaro afirma que Flávio é seu "porta-voz" e o candidato escolhido para representá-lo.
Com a determinação, o pré-candidato fica proibido de encontrar o pai até o dia 11 de outubro, dias após o primeiro turno, que está previsto para o dia 4 do mesmo mês.
Qual o motivo da decisão?
Segundo Moraes, a ação de Flávio desrespeita a medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, seja por acesso direto ou por ajuda de terceiros.
"Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita", expressa trecho da determinação do ministro.
Além da suspensão, Moraes deu o prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro apresente manifestação sobre a possível desobediência.
CONTEXTO DA CARTA
O documento foi compartilhado no momento em que há uma crise interna no Partido Liberal, onde são personagens centrais Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
"O momento é de deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, violência e empobrecimento", diz ainda o texto.