O senador e pré-candidato ao Governo do Ceará, Eduardo Girão (Novo), classificou como um ato de "indignação dos justos" as críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) ao senador carioca Flávio Bolsonaro (PL). Ambos os políticos são pré-candidatos à presidência da República.
A declaração ocorreu durante uma entrevista do senador para a live do PontoPoder desta quinta-feira (18).
Girão admitiu que, se estivesse no lugar de Zema durante a ocasião, teria feito "diferente" e apontou que o ex-governador poderia ter "ouvido a versão de Flávio" primeiro. Entretanto, o senador também saiu em defesa do correligionário, afirmando que a "crítica faz parte":
O Zema pode ter sido, ali, naquele primeiro momento, um pouco instantâneo, a resposta muito rápida, muito intempestivo. [...] Mas a gente não pode crucificar, porque ali eu coloco na conta da indignação dos justos. Aquela revelação, aquele áudio, precisa de explicação.
O senador também aproveitou o espaço para criticar o caso envolvendo Daniel Vorcaro. Conforme o parlamentar, "o cerco está fechando para os ditadores da toga que nós temos no Brasil", referindo-se às figuras envolvidas no escândalo do Banco Master.
Embate de Zema e Flávio
O ex-governador de Minas Gerais, no mês de maio, utilizou as redes sociais para manifestar sua indignação com a polêmica relação de Flávio Bolsonaro com o empresário investigado Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
À época, trocas de mensagens revelaram uma cobrança monetária do senador carioca para financiar o filme "Dark Horse", que pretende contar a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa", decretou Zema.
Nesta quinta-feira (18), ele reforçou a crítica, afirmando que "quem se aproximou do banqueiro bandido tem de ser visto com reservas". Antes do embate entre os pré-candidatos, ambos possuiam uma relação de proximidade por estarem em campos similares da direita brasileira.
No último final de semana, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, publicou uma mensagem em rede social sugerindo um "rompimento geral" com o partido Novo.
Na segunda-feira (15), Romeu Zema reafirmou as críticas a Flávio, mas minimizou a declaração de Eduardo, reforçando que Novo e PL estão unidos em diferentes estados.
Veja a entrevista do PontoPoder na íntegra
*Estagiária sob supervisão da jornalista Jéssica Welma.