O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), anunciou nesta terça-feira (14) uma das chapas governistas para o Senado. A composição terá Cid Gomes (PSB) como candidato à reeleição e o deputado federal Júnior Mano (PSB) como primeiro suplente.
A publicação foi feita nas redes sociais do petista. Ao lado de aliados, o governador o trio se reuniu com o presidente Lula nesta terça-feira, em Brasília.
Segundo Elmano, a montagem da chapa foi um pedido do presidente.
"Com o presidente Lula hoje, em Brasília, reforçamos a força dessa união pelo Ceará e pelo Brasil. A pedido do presidente, ficou definido que o senador Cid Gomes concorrerá à reeleição. O deputado Júnior Mano estará na sua 1ª suplência", anunciou.
"Esse é o projeto que tem feito nosso Ceará avançar e que ainda trará muitas oportunidades para todos os cearenses. Unidos com Lula e Elmano por um Ceará e um Brasil cada vez mais fortes", completou o chefe do Executivo do Ceará.
Acompanharam a reunião o senador Camilo Santana (PT), o secretário de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o ex-secretário da Casa Civil, Chagas Vieira.
Anúncio afunila disputa do lado governista
A definição afunila a disputa sobre a composição da chapa governista ao Senado, uma das principais pendências das articulações da base aliada nos últimos meses.
Ao longo das negociações, cerca de dez lideranças chegaram a ser cotadas para disputar as duas vagas ao Senado. Um dos principais impasses envolvia justamente Júnior Mano. O deputado federal havia firmado um acordo político com Cid Gomes segundo o qual seria indicado pelo grupo para disputar o Senado caso se filiasse ao PSB.
A possibilidade de Júnior Mano encabeçar uma das candidaturas, no entanto, encontrou resistência entre aliados do governador Elmano de Freitas, enquanto Cid se consolidou como o principal defensor de seu nome.
A solução anunciada nesta terça-feira prevê Cid como o candidato à reeleição, atendendo ao desejo de parte da base governista, enquanto Júnior Mano ocupará a primeira suplência, posição que lhe garante a possibilidade de assumir o mandato em caso de licença ou afastamento do senador.
Com essa definição, as articulações passam a se concentrar na segunda vaga da chapa majoritária. Entre os nomes mais cotados estão os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Luizianne Lins (Rede).
Eunício está temporariamente afastado das negociações por causa do tratamento de uma anemia profunda, mas já afirmou que está recuperado e pretende retomar as articulações políticas.
Já Luizianne deixou o PT e se filiou à Rede de olho na disputa pelo Senado. Nas últimas semanas, ela intensificou as conversas com lideranças da base governista, incluindo os senadores Cid Gomes e Camilo Santana (PT).