Evandro propõe integração de câmeras privadas ao sistema de videomonitoramento de Fortaleza

Projeto de lei em tramitação na CMFor prevê uso de inteligência artificial e parcerias com condomínios e empresas para ampliar a segurança pública na capital.

Escrito por Bruno Leite bruno.leite@svm.com.br
04 de Agosto de 2026 - 16:52
capa da noticia
Legenda: O projeto de lei também autoriza o uso de inteligência artificial para auxiliar o trabalho da Guarda Municipal Fortaleza (GMF).
Foto: Thiago Gadelha.

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) iniciou, nesta terça-feira (4), a tramitação de um projeto de lei de autoria do Executivo para integrar redes de captação de imagens por câmeras instaladas em condomínios, estabelecimentos comerciais, hospitais, escolas e empresas privadas ao sistema municipal de videomonitoramento. 

A proposta enviada pelo prefeito Evandro Leitão (PT) altera uma lei municipal sancionada em 2022 para instituir modelos de "segurança colaborativa" e estabelecer regras de governança de dados na Política Municipal de Videomonitoramento. 

O projeto de lei também autoriza o uso de tecnologias de inteligência artificial para auxiliar o trabalho da Guarda Municipal Fortaleza (GMF) e reduzir o tempo de resposta a ocorrências.

Para garantir a privacidade dos cidadãos, o texto prevê que o tratamento de dados pessoais deverá seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com a elaboração de relatórios de impacto e supervisão permanente de um comitê gestor.

Outro ponto da proposta é a criação do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza (CIVFOR), responsável pela gestão de toda a rede. Ainda nesta terça-feira, a proposta foi enviada para a Comissão Conjunta de Constituição e Orçamento (CCCO). Ao tramitar no colegiado, o vereador Julierme Sena (PL) pediu vistas.

Segundo a justificativa, a iniciativa busca dar respostas eficazes aos "desafios cada vez mais complexos no campo da segurança pública". O gestor também argumenta que "a segurança pública moderna exige soluções integradas, inteligentes e baseadas na cooperação, sem que isso signifique a retirada do protagonismo do Estado". 

De acordo com o executivo, a proposta "fortalece o papel do Município ao permitir que Fortaleza utilize, de forma organizada, transparente e segura, recursos tecnológicos já existentes no território urbano".

A inclusão desses equipamentos de monitoramento privados, segundo o Executivo municipal, ampliaria rede de proteção sem gerar custos desproporcionais aos cofres públicos. 

A iniciativa é semelhante ao Programa Alerta Ceará, implementado pelo Governo do Ceará em junho. O projeto estadual também cria uma rede colaborativa que utiliza imagens captadas por câmeras particulares em residências e empresas para ampliar o sistema de monitoramento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Este conteúdo é útil para você?

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Colunistas

Edição do Dia