Câmeras de residências e empresas poderão ser integradas à rede da SSPDS para ampliar investigações
Medida busca aumentar a cobertura de videomonitoramento no Ceará, mas uso requer autorização dos proprietários.
O Programa Alerta Ceará, instituído em decreto na terça-feira (16), cria uma rede colaborativa para ampliar o sistema de monitoramento e vigilância do Estado. O programa irá utilizar imagens captadas por câmeras particulares, sob autorização prévia, na rede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Dessa forma, as imagens feitas em câmeras de casas, condomínios e empresas poderão ser utilizadas junto com as imagens captadas pelos equipamentos de segurança do Estado.
Conforme o Decreto nº 37.402, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), todas as imagens compartilhadas serão de uso exclusivo para fins de segurança pública.
Além disso, o acesso é restrito à agentes públicos autorizados e sujeito a controle e auditoria.
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Ampliação do sistema de monitoramento
Com a ampliação do sistema de monitoramento, o programa busca reduzir os índices de criminalidade em zonas monitoradas, assim como elucidar crimes a partir das imagens captadas.
Dentre os outros objetivos do Programa Alerta Ceará, estão:
- Estimular a participação da sociedade no enfrentamento da violência;
- Otimizar o uso de recursos tecnológicos privados para interesse público;
- Aumentar a capacidade de resposta e atuação preventiva dos órgãos de segurança pública.
Como participar do programa?
Os interessados em participar do Programa Alerta Ceará precisam:
- Seguir os requisitos técnicos mínimos definidos no decreto;
- Manifestar interesse através do endereço eletrônico da SSPDS;
- Assinar um Termo de Adesão.
As imagens não serão gravadas nem guardadas de forma permanente pela SSPDS. Isso só ocorrerá em ocorrências específicas e justificadas.
O proprietário da câmera deverá dar autorização expressa para o uso das imagens. Isso vale, inclusive, se foram usadas em campanhas educativas ou materiais institucionais.