Escavação da Transnordestina no Ceará encheria 16 Castelões, diz Marquise
Em painel do Lide Ceará, Grupo Marquise detalhou obras da ferrovia, projetos de segurança hídrica e a sucessão no comando após 52 anos.
As obras da Ferrovia Transnordestina executadas pelo Grupo Marquise no Ceará já somam 26 milhões de metros cúbicos de material escavado. Para se ter dimensão da magnitude, a retirada encheria 16 estádios do Castelão "até a tampa", segundo Renan Carvalho, diretor-presidente da Marquise Infraestrutura.
O executivo falou durante evento do Lide Ceará realizado na sede do grupo, em Fortaleza. A empresa toca a maior parte dos 11 lotes da ferrovia em território cearense, que vai do Sul do Piauí ao Porto do Pecém.
Obras hídricas
A segunda frente destacada é a de segurança hídrica. No Ceará, a Marquise executa a duplicação do Eixão das Águas, que leva água do Castanhão à Região Metropolitana de Fortaleza.
Conforme Renan, o sistema não recebia uma grande obra desde a primeira etapa, de 2000 e 2001. Desde então, a Grande Fortaleza ganhou quase 1 milhão de habitantes.
O grupo também é responsável pela usina de dessalinização de Fortaleza, que deve acrescentar 1 m³ por segundo ao abastecimento da capital. Será a maior planta da América Latina voltada ao consumo humano, segundo o executivo.
Fora do Estado, a empresa constrói ainda as barragens Pedreira e Duas Pontes, na região de Campinas (SP), e cerca de 30 km de adutoras para a Copasa, na Grande Belo Horizonte.
Sucessão com dois CEOs
O painel do Lide também destacou a transição no comando do grupo, anunciada no ano passado. Os fundadores José Carlos Pontes e Erivaldo Arraes passam ao conselho consultivo, e a gestão executiva fica com os co-CEOs Carla Pontes e Paulo Marcelo Santana.
Segundo José Carlos, o grupo tem faturamento de mais de R$ 3 bilhões. Ele contou que a sucessão passou por tentativas com executivos de mercado antes da escolha atual: "Fizemos algumas experiências com alguns executivos, não deu certo, e agora nós acertamos com uma solução caseira".
O processo vem sendo preparado há cerca de três anos, segundo Erivaldo. O grupo tem hoje mais de 10 mil funcionários.