Escavação da Transnordestina no Ceará encheria 16 Castelões, diz Marquise

Em painel do Lide Ceará, Grupo Marquise detalhou obras da ferrovia, projetos de segurança hídrica e a sucessão no comando após 52 anos.

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
Legenda: Emília Buarque, presidente do Lide Ceará, Erivaldo Arraes, fundador do Grupo Marquise, Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise, José Carlos Pontes, fundador do Grupo Marquise, e Paulo Marcelo Santana, co-CEO do Grupo Marquise.
Foto: André Lima.

As obras da Ferrovia Transnordestina executadas pelo Grupo Marquise no Ceará já somam 26 milhões de metros cúbicos de material escavado. Para se ter dimensão da magnitude, a retirada encheria 16 estádios do Castelão "até a tampa", segundo Renan Carvalho, diretor-presidente da Marquise Infraestrutura.

O executivo falou durante evento do Lide Ceará realizado na sede do grupo, em Fortaleza. A empresa toca a maior parte dos 11 lotes da ferrovia em território cearense, que vai do Sul do Piauí ao Porto do Pecém.

Obras hídricas

A segunda frente destacada é a de segurança hídrica. No Ceará, a Marquise executa a duplicação do Eixão das Águas, que leva água do Castanhão à Região Metropolitana de Fortaleza.

Conforme Renan, o sistema não recebia uma grande obra desde a primeira etapa, de 2000 e 2001. Desde então, a Grande Fortaleza ganhou quase 1 milhão de habitantes.

O grupo também é responsável pela usina de dessalinização de Fortaleza, que deve acrescentar 1 m³ por segundo ao abastecimento da capital. Será a maior planta da América Latina voltada ao consumo humano, segundo o executivo.

Fora do Estado, a empresa constrói ainda as barragens Pedreira e Duas Pontes, na região de Campinas (SP), e cerca de 30 km de adutoras para a Copasa, na Grande Belo Horizonte.

Sucessão com dois CEOs

O painel do Lide também destacou a transição no comando do grupo, anunciada no ano passado. Os fundadores José Carlos Pontes e Erivaldo Arraes passam ao conselho consultivo, e a gestão executiva fica com os co-CEOs Carla Pontes e Paulo Marcelo Santana.

Segundo José Carlos, o grupo tem faturamento de mais de R$ 3 bilhões. Ele contou que a sucessão passou por tentativas com executivos de mercado antes da escolha atual: "Fizemos algumas experiências com alguns executivos, não deu certo, e agora nós acertamos com uma solução caseira".

O processo vem sendo preparado há cerca de três anos, segundo Erivaldo. O grupo tem hoje mais de 10 mil funcionários.

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