Transnordestina entrega lote 6 da ferrovia e promete mais 70 km até o fim deste ano

Com o novo trecho, a primeira fase da ferrovia chega a 84% de avanço físico.

Escrito por Gabriela Custódio gabriela.custodio@svm.com.br
21 de Setembro de 2026 - 17:44
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Legenda: A ferrovia Transnordestina ligará o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
Foto: Divulgação/Tiago Stille.

O lote 6 da Transnordestina foi entregue nesta segunda-feira (21), após a conclusão de um trecho de 50 km entre os municípios de Quixeramobim e Quixadá.

Ainda em 2026, a meta é entregar mais 70 km da ferrovia, incluindo o lote 7, entre Quixadá e Itapiúna, e o lote 11, com o trecho entre Caucaia e o Porto do Pecém.

Com a entrega do lote 6, a primeira fase da ferrovia chega a 832 km executados, de uma extensão de 1.053 km — o equivalente a 84% de avanço físico.

Os 221 km restantes estão em execução, em serviços de infraestrutura e superestrutura, e a previsão é que a obra desta etapa seja entregue até o final de 2027.

“Nós temos como meta entregar, ainda este ano, 120 km. Desses 120, são 50 km daqui do lote 6, mais o lote 7 e mais o lote 11. São 23 km lá em Pecém. Nós entendemos como uma estratégia melhor iniciar a obra de lá e elas se encontrarem no meio do caminho. É uma forma de acelerar o ritmo da obra também”, afirmou Ismael Trinks, diretor presidente da Transnordestina Logística S.A. (TLSA).

Segundo informações da Marquise Infraestrutura, publicadas pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o trecho entre Quixeramobim e Quixadá inclui seis pontes e viadutos.

A execução da obra contou com 590 trabalhadores contratados e 181 máquinas pesadas utilizadas.

A ferrovia Transnordestina ligará o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, formando um corredor para o transporte de cargas entre áreas produtoras e o litoral cearense.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó,  destacou a importância da integração entre as infraestruturas portuária, ferroviária e rodoviária para a atração de indústrias e a geração de emprego e renda.

A ferrovia vai ter ponto de carga e descarga, foi botado no centro logístico para armazenar e atrair indústrias. Então, o próximo passo é criar uma área industrial ao redor do centro logístico para desenvolver a economia aqui do Sertão Central.
Fábio Feijó
Secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará.

O prefeito de Quixadá, Ricardo Silveira, acrescentou que o terminal logístico do município, em uma área pública de 90 hectares, será “uma realidade” em breve.

“Nós já estamos com a linha desviada para a implantação desse terminal. Nos próximos dias ou no próximo mês, nós já estaremos iniciando essas articulações. E, em paralelo a isso, atraindo indústrias para as vantagens competitivas que nós temos hoje em nossa cidade e na nossa região”, afirmou.

A previsão é que a primeira fase da Transnordestina seja entregue até o final de 2027.
Legenda: A previsão é que a primeira fase da Transnordestina seja entregue até o final de 2027.
Foto: Divulgação/Tiago Stille.

Operação da Transnordestina

Durante o evento, Ismael também informou que a Transnordestina Logística solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a inclusão de um trecho de 150 km à licença de operação em vigor

Atualmente, a ferrovia já opera parcialmente no interior do Estado, interligando Bela Vista do Piauí a Iguatu. Com a extensão do trecho, o funcionamento pode chegar até Quixadá.

“Com essa licença ambiental, poderemos operar, do ponto de vista comercial, mais 150 km, que dá exatamente aqui em Quixadá. É um local extremamente propício para trazermos terminais de carga, seja grão, calcário ou minério. O importante é que isso vai gerar emprego, vai gerar renda para o município, para o Estado e, obviamente, para a própria ferrovia”, afirmou.

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