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⁠Granja Regina mira terminal da Transnordestina em Maranguape para transporte de grãos

Empresa quer usar infraestrutura para receber insumos para ração animal.

Escrito por Luciano Rodrigues luciano.rodrigues@svm.com.br
26 de Junho de 2026 - 16:27
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Legenda: Granja Regina deve receber os grãos do futuro terminal da empresa em Maranguape.
Foto: Kid Júnior.

A Atlântica Agroindustrial, empresa cearense do grupo SL e que também é proprietária da Granja Regina, está de olho no futuro terminal da Transnordestina em Maranguape, na Grande Fortaleza.

Segundo a companhia, os estudos apontam para a instalação no local de uma infraestrutura para recebimento de grãos para ração animal.

As informações foram compartilhadas ao Diário do Nordeste por Victor Lima, sócio-diretor do Grupo SL e diretor-executivo da Atlântica Agroindustrial, durante a PEC Brasil 2026, em Fortaleza.

"Para nós, pode fazer sentido, onde temos mais granjas próximas. Estamos estudando, é uma grande mudança a Transnordestina. O terminal seria para receber grãos para ração", explica.

O terminal da Transnordestina em Maranguape é chamado de Complexo Logístico e Industrial do Ceará (Clic),faz parte de uma série de seis infraestruturas do tipo no Estado.

Faturamento da empresa deve crescer R$ 150 milhões em 2026

Victor Lima abriu ainda números do grupo SL, que alcançaram R$ 2,5 bilhões em 2025. Para 2026, a ideia é avançar mais e chegar aos R$ 2,65 bilhões: "Estamos trabalhando para, em 2030, chegar a R$ 3 bilhões", completa.

O carro-chefe da empresa é o abate de frangos com a marca da Granja Regina, seguido de perto pelos ovos de galinha. 

Compõem ainda o grupo marcas como a Merci e Gostosinha, de embutidos, e a Integral Mix, de ração animal. 

Questionado sobre o crescimento da pecuária bovina de corte, o diretor-executivo da Atlântica Agroindustrial rechaça a entrada nesse mercado por enquanto: "Não está no nosso radar. Até distribuímos alguma coisa, mas não estamos com abate no radar não", aponta.

Indústria de farinha e óleos reaproveita restos de abate de animais 

Em fevereiro, a empresa investiu R$ 35 milhões em uma fábrica de farinha de vísceras e óleo de frango do lado do abatedouro da Granja Regina em Aquiraz, na Grande Fortaleza.

"Temos um abatedouro de frango, as classificações e distribuições de ovos, a indústria de embutidos, a fábrica de farinhas e óleos, que aproveita todo o subproduto e transforma em farinha de vísceras, de pena, de óleo de frango", classifica.

A ideia é aproveitar os produtos gerados pela empresa, que alcançam números expressivos que ultrapassam a casa do milhão por semana.

"A produção de ovos da Granja Regina é de 1,7 milhão de ovos por dia. Nossa meta é chegar a 2 milhões/dia nos próximos dois anos. Temos a produção de 1,1 milhão de aves por semana, o que vai dar próximo de 3,5 mil toneladas por semana, e chega a 150 mil toneladas por ano", observa. 

 

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