Ceará vira hub de condomínios logísticos e tem 3º menor preço do País

Preço de locação no Ceará é um dos 3 mais baixos do País; Estado atrai novos negócios logísticos.

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
Legenda: Em 2025, o setor cearense ganhou área de 66,1 mil m² de novo estoque. Itaitinga se destaca.
Foto: Reprodução/LOG Fortaleza III.

O mercado de condomínios logísticos segue aquecido no Ceará. O Estado encerrou 2025 com taxa de vacância de 4,3%, abaixo da média nacional de 7,4%. O dado integra relatório trimestral da Newmark, consultora imobiliária global, com base no monitoramento do mercado nacional de galpões.

Segundo o estudo, o estoque cearense soma 709 mil m² em condomínios, com preço médio de locação de R$ 21,25/m². Trata-se do terceiro menor valor médio do País, acima apenas do Mato Grosso e do Distrito Federal.

A precificação competitiva é um dos atrativos do Ceará, que vem ganhando novos empreendimentos de grande porte e se consolidando como um hub logístico nordestino, ao lado de Pernambuco e Bahia.

Itaitinga concentra crescimento

Um dos polos em ascensão nesse filão econômico é Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O município registrou o maior crescimento econômico entre todas as cidades do Ceará, segundo o IBGE, justamente impulsionado pelo boom na logística.

Itaitinga atraiu uma série de grandes empresas de e-commerce e varejo físico e hoje é ponto estratégico para companhias que buscam tornar cada vez mais rápidas as entregas, em meio a um ambiente de acirramento concorrencial.

O principal motor do setor logístico é o e-commerce, que girou mais em torno de R$ 220 bilhões em 2025, crescimento de 10% a 12% sobre 2024. A projeção para 2026 é de nova alta, com R$ 230 bi a R$ 235 bi projetados.

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Estoque nacional ainda é relativamente baixo

O Brasil tem hoje 0,7 m² de estoque logístico por habitante, proporção muito inferior à dos Estados Unidos (4,4 m²/hab) e do Reino Unido (3,8 m²/hab).

No contexto nordestino, Pernambuco se destaca como o maior mercado da região, mas estados como o Ceará, com vacância abaixo da média e demanda aquecida, tendem a concentrar novos ciclos de desenvolvimento, sobretudo à medida que infraestruturas como o Porto do Pecém e o Aeroporto de Fortaleza ganham musculatura.

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