8 a cada 10 executivos do Brasil veem IA como motor de competitividade, mostra pesquisa

Pesquisa da IDC com 73 C-levels projeta que metade das corporações escalará a tecnologia até 2027.

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
Foto: Getty Images/iStockphoto

A inteligência artificial avançou de fase nas grandes corporações brasileiras. É o que indica pesquisa da IDC, comissionada pela Microsoft Brasil, com 73 executivos C-level de empresas com mais de mil funcionários, realizada entre março e abril de 2026.

O dado mais revelador do levantamento é estrutural: 88% das organizações consultadas acreditam que a IA será o principal motor de competitividade até 2030.

Já 90% dos ouvidos avaliam que a tecnologia se tornará um diferencial-chave em seus respectivos setores.

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Quase um terço do investimento é alocado em IA

A percepção, diz a pesquisa, já se traduz em alocação de capital. Atualmente, 28% do orçamento de investimentos das empresas está associado a iniciativas de IA, com expectativa de chegar a 45% até 2028.

Conforme o apurado no estudo, o ciclo de experimentação está se encerrando. Hoje, 41% das empresas aplicam IA em casos de uso limitados. Apenas 23% já escalaram a tecnologia para produção em diversas áreas. Nos próximos 24 meses, esse segundo grupo deve mais que dobrar: a projeção é que 51% das organizações operem com IA em escala até 2027.

Os ganhos reportados até aqui são mensuráveis. As empresas registram resultados médios de 24,5% associados às iniciativas de IA, com destaque para satisfação do cliente (28,2%), eficiência de processos (27,7%), redução de riscos (26,9%) e aceleração de lançamentos no mercado (25,2%).

Agentes autônomos

A pesquisa identifica os chamados agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas específicas de forma autônoma ou sob comando, como o próximo vetor de transformação. Atualmente, 56% das organizações já utilizam agentes em fase de experimentação ou produção, com aplicações concentradas em atendimento ao cliente, marketing e cibersegurança. Até 2028, a adoção deve alcançar 69% das empresas.

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