Uma viagem ao coração da indústria de energia eólica offshore

Lauro Fiúza Júnior, que integrou missão empresarial e governamental do Ceará à Dinamarca, conta o que viu. E mais 1) Brisanet chega ao centro da Aldeota; 2) Pinheiro e Ouro Verde ensinam a plantar:

Legenda: Integrantes da missão empresarial e governamental do Ceará que visitou a Dinamarca
Foto: Divulgação

De volta da Dinamarca, onde integrou a missão empresarial do Governo do Ceará que conheceu o que lá já foi feito, está sendo feito e o que ainda será feito na área da tecnologia da geração de energia eólica offshore, o empresário Lauro Fiúza Júnior, fundador da Servtec Energia, diz à coluna não ter dúvida de que, em pouco tempo, as energias renováveis alijarão as de fontes fósseis. 

Lauro Fiúza, que fundou a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) e é uma das mais ouvidas vozes do universo da geração eólica opaís, voltou muito bem impressionado com o que os dinamarqueses estão fazendo nessa área, mas também com o que o Ceará faz hoje para viabilizar empreendimentos de geração de energia dentro do mar cearense, onde estão alguns dos melhores e mais constantes bancos de vento do mundo. 

“A Dinamarca tem hoje mais de 50% de sua energia provenientes da geração offshore. Eles já avançaram em todo o Mar do Norte e nos mares do entorno do país. Nos dois portos que visitamos – Odense e Elsbjerg, onde se concentra a indústria dinamarquesa de equipamentos para a geração offshore – pudemos ver a importância do espaço físico que o porto destina à movimentação dos equipamentos eólicos produzidos pela indústria.
 
“Mais de 70% das atividades do porto de Elsbjerg são relativos à nova indústria eólica offshore. Dos seus 1.500 hectares de área, 500 hectares são ocupados com o armazenamento de torres, pás e naceles (onde ficam as turbinas) que são transportadas por barcos especiais até a área de implantação do parque eólico offshore. 
“E, no porto de Odense, vimos que praticamente toda a sua área se destina à indústria eólica offshore”, diz Fiúza, que prossegue: 

“Conhecemos, também, a Blue Water, empresa que tem escritórios em dezenas de países, entre os quais o Brasil, e, também, a Deme, igualmente com escritório no Brasil. Na Deme vimos o potencial da empresa com barcos, navios e grandes guindastes, que fazem toda a operação de transporte dos equipamentos, incluindo as torres e as naceles, instalando cada um deles em seu devido lugar, tudo dentro do mar”.
 
Pondo mais força na voz e emoção na face, Lauro Fiúza revela que, no porto de Odense, visitou, com a missão do governo cearense, a fábrica da gigante Vestas, a maior do mundo, que tem uma unidade industrial em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Fiúza conta:

“Hoje, a Vestas fabrica em Odense turbinas de 10 MW. Eles nos deram a oportunidade de visitar tudo e até a chance de entrar nas naceles, que são enormes como um grande apartamento. E, para surpresa de todos, pela primeira vez, eles permitiram que pessoas fora da indústria visitassem o protótipo da nova máquina, que terá 15 MW. Foi algo extraordinário, diria mesmo que foi monumental. Essa máquina estará pronta para ser vista pelo público no próximo mês de novembro. Foi uma oportunidade ímpar dentro de uma viagem memorável”.

Concluindo, Lauro Fiúza diz: 

“Finalmente, em Copenhagen, visitamos a NKT, que fabrica os cabos que transportam a energia gerada pelos aerogeradores até a subestação, ligando a energia de todas as torres até o continente, para escoamento. A NKT tem navios específicos para fazer o transporte desses cabos. No final da nossa viagem, reunimo-nos com o equivalente dinamarquês da nossa Aneel, que nos deu uma ampla visão de como se desenvolvem todos os processos, e que servirão para nós como uma orientação para os nossos contatos com o Ministério de Minas e Energia e com a Aneel e a EPE relativos à regulamentação que virá para reger o processo de implantação dos projetos de geração de energia eólica offshore”. 

No final da viagem, revela Lauro Fiúza Júnior, a comitiva cearense foi recebida pelo embaixador Rodrigo Azeredo, que o impressionou muito “porque revela que os diplomatas brasileiros estão hoje envolvidos não mais com coquetéis, mas com a geração de negócios que interessam ao Brasil”.

BRISANET CHEGA AO CORAÇÃO DA ALDEOTA

Maior operadora de telecom do Nordeste, a cearense Brisanet, que ganhou o leilão público para implantar a tecnologia 5G na região nordestina e no Centro-Oeste, está acelerando os trabalhos de instalação de sua rede de fibra ótica em Fortaleza. 

Desde a manhã de quarta-feira, 15, técnicos e operários da Brisanet estão a trabalhar no coração da Aldeota, “fibrando” os condomínios residenciais do bairro. Num desses condomínios, o Residencial Flamengo, na rua Joaquim Nabuco, esse serviço demorou menos de duas horas. 

PINHEIRO E CAMPO OURO VERDE FAZEM PARCERIA

Tornaram-se parceiras a rede Supermercados Pinheiro e a Campo Ouro Verde, que produz e distribui hortaliças nas lojas do varejo de alimentos no Ceará e no Piauí.
As duas empresas deram partida a um projeto social no bairro da Paupina, na periferia de Fortaleza, onde 60 crianças do Instituto Bom Jardim estão a aprender técnicas de cultivo de vegetais. 

As aulas teóricas e práticas são ministradas a cada 15 dias pelo pessoal técnico da Campo Ouro Verde, que ensina como manejar e conservar o solo e como plantar hortaliças.

O projeto foi idealizado pelo Supermercado Pinheiro, cujo sócio e CEO Honório Pinheiro, um apaixonado pela agricultura, motivou o seu parceiro e fornecedor a incentivar no meio da população infantil cearense o amor e a vocação pela horticultura.
 
“Estamos colaborando para melhorar a vida do planeta e de seus habitantes, começando pelas crianças, ensinando-as, precocemente, a valorizar a produção dos alimentos”, disse Honório Pinheiro.

"Queremos que as crianças desde cedo tenham esse contato com a natureza e valorizem o alimento, especialmente as hortaliças. Além de garantir a preservação do meio ambiente, contribuímos para que os pequenos aprendam a comer bem e a produzir seu próprio alimento", diz, com um sorriso de alegria, Alderlan Sampaio, sócio e diretor da Ouro Verde. 

As crianças cultivam coentro, alface e cebolinha, e o que é produzido serve para a abastecimento semanal do Instituto Bom Jardim. As ações de manejo, conservação do solo e plantio dos vegetais ocorrem a cada 15 dias.