Por que novo planeta descoberto é 'parecido' com a Terra?
Os dados mostram que a estrela hospedeira é similar ao Sol, mas emite menos luz e calor, o que pode tornar a superfície do planeta mais fria do que Marte.
Já imaginou viver em um planeta fora do nosso sistema solar, com dias e anos quase iguais aos da Terra, mas em um ambiente muito mais frio? Esse é o caso do planeta HD 137010 b. O nome pode soar estranho, mas segue uma convenção usada na astronomia para catalogar a enorme quantidade de objetos descobertos fora do Sistema Solar.
“HD” vem do catálogo Henry Draper, que lista estrelas com base em suas características, e o número identifica a estrela hospedeira. A letra “b” indica o primeiro planeta encontrado orbitando essa estrela. Essa forma padronizada de nomear é necessária porque já foram confirmados mais de 6.080 exoplanetas em diferentes sistemas estelares, segundo dados atualizados da NASA em janeiro de 2026.
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Com tantos mundos identificados, a nomenclatura precisa ser sistemática e objetiva, permitindo que cientistas organizem e estudem cada descoberta sem confusão. Mas à medida que o astro for se popularizando, a comunidade científica escolhe um novo nome para e às vezes até pedem sugestões do grande público. Foi assim com o planeta Plutão.
Esse novo planeta chamou atenção por ser um candidato a exoplaneta rochoso semelhante à Terra. Os dados vêm do Telescópio Espacial Kepler, da NASA, antes de sua desativação em 2018 e ainda estão em análise para confirmação definitiva. Ele ficou escondido nos dados do telescópio até ser revelado agora.
Ele foi descrito em uma publicação científica na renomada Astrophysical Journal Letters em janeiro de 2026, como um possível planeta com dimensões próximas às da Terra, ligeiramente maior. Ele orbita sua estrela em aproximadamente 355 dias, um período muito próximo ao ano terrestre, 365 dias.
A estrela hospedeira é similar ao Sol, mas emite menos luz e calor, o que pode tornar a superfície do planeta mais fria do que Marte. Por essa razão, alguns pesquisadores o classificam como uma “Terra fria”. Contudo, muito cuidado com os ruídos que surgem na internet. Vários textos comentam que o planeta teria 50% de chance de ser habitado, mas isso está incorreto. O que os estudos indicam é que há cerca de 50% de chance de ele estar localizado na zona habitável de sua estrela.
A zona habitável é a região ao redor de uma estrela onde as condições podem permitir a existência de água líquida na superfície de um planeta. Esse fator é considerado essencial para a possibilidade de vida como conhecemos. Se um planeta está muito próximo da estrela, a água evapora; se está muito distante, a água congela. Estar na zona habitável não significa que o planeta seja habitado, apenas que existe a possibilidade de reunir condições adequadas para sustentar água líquida.
A confirmação de sua natureza exigirá observações complementares com telescópios mais modernos, capazes de medir com maior precisão sua massa, composição e atmosfera. O Telescópio Espacial James Webb com certeza irá “espionar” esse novo exoplaneta que levanta questões sobre como seria a vida em um mundo com características tão próximas às nossas, mas com condições climáticas bem diferentes.
Eu particularmente acredito que há vida inteligente fora da Terra em algum planeta desse. Não acredito é na confusão de que estamos sendo visitados neste momento. Todos os casos que já analisei apontam para o imaginário humano induzido por contextos amplamente repercutidos como aconteceu com o 3I Atlas. E esse planeta também tende a inspirar bastante a imaginação.
*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.