Saída de Mozart do Ceará é incontestável; veja técnicos livres no mercado
O clube desligou o comandante após a derrota para o Operário-PR
O Ceará Sporting Clube precisava demitir o técnico Mozart. A situação do comandante era totalmente insustentável após mais uma derrota vexatória na Série B do Brasileiro: agora perdeu para o Operário-PR, de virada, na Arena Castelão, neste domingo (31), com direito às expulsões do volante Lucas Lima e do atacante Fernandinho. Era fato que esse trabalho não conseguia mais evoluir, as apostas erradas da comissão técnica custaram muito caro em um temporada marcada por incopetências e fracassos.
Para citar apenas as metas esportivas, Mozart fracassou em todas de 2026: Campeonato Cearense, Copa do Brasil e Copa do Nordeste. Na Série B, estava longe do objetivo, com uma campanha melancólica, bem distante das expectativas geradas. Assim, o "Rei do Acesso" não teve êxito em Porangabuçu, como quando assumiu Coritiba e Mirassol.
Logo, há muita parcela de responsabilidade no comandante, que escolheu apostar em nomes extremamente questionáveis pela torcida, a exemplo do próprio Fernandinho, que apresenta pouquíssimo senso de compreensão do momento alvinegro. A escolha de afastar o meia Vina e o atacante Pedro Henrique na última semana, tomando uma decisão que 'claramente' não tinha a convicção do departamento de futebol, também mostraram o isolamento do profissional, que estava em uma situação difícil: um time sem comando.
O cenário é terrível, pois os erros não residem apenas em Mozart. Todos que fizeram o planejamento de 2026, com exceção do presidente João Paulo Silva, já saíram do clube. Deste modo, esse era uma decisão de mudança de rota, mas não pode ser a única. Totalmente afastado do torcedor, o Vovô se obriga a voltar a acertar para evitar um desfecho ainda mais complicado e danoso. Por fim, que as mexidas não existam só nas quatro linhas, pois tudo que ocorre nesse ambiente é reflexo da gestão de fora delas também.
Qual o critério do Ceará na busca?
O Diário do Nordeste apurou que o Ceará estabeleceu seis pontos principais na busca pelo novo treinador. De quem conduz o processo até o perfil do substituto de Mozart.
- A busca pelo novo treinador é uma responsabilidade maior do presidente João Paulo Silva
- O nome é brasileiro. A gestão não deseja nenhum estrangeiro para o cargo
- Precisa ter bagagem na função, sendo descartada experiência como Lucho González no passado
- A força no vestiário é um dos requisitos principais nessa procura, com poder de mobilizar o elenco
- Pela situação financeira atual, a tendência é a contratação de alguém que esteja "livre no mercado"
- Apesar de identificado, o nome de Lisca não é cotado pela atual gestão para assumir o time
Quem assume o Ceará?
O técnico Fábio Matias é um dos nomes mais fortes internamente em Porangabuçu. O profissional estava na Chapecoense, na Série A, e tem experiência também em clubes como Juventude e Botafogo. Além disso, existem outras peças livres e também avaliadas, a exemplo de Roger Silva, Allan Aal e Gilmar Dal Pozzo.
Aos torcedores, é importante ressaltar que a realidade alvinegra é difícil e pouco atratativa no momento: crise financeira, política e técnica. A presença na Série B também é um ponto que afasta a maior parte dos possíveis, e profissionais que estão empregados em um cenário mais estável, a exemplo de Daniel Paulista (Goiás), Léo Condé (Remo) e Fábio Carille (Damac, da Arábia Saudita), alternativas praticamente impossíveis no contexto atual, o que vai exigir ainda mais poder de negociação e criatividade da gestão.
Com o próximo compromisso marcado apenas para o dia 10 de junho, quarta-feira, diante do Avaí, às 20h, na Arena Castelão, pela 12ª rodada da Série B, há tempo para a contratação. O que não significa que esse período deve ser desperdiçado: a chegada é urgente, e precisa ser feita o quanto antes para o retorno dos trabalhos. Até lá, quem assume é o Alisson Henry, multicampeão nas categorias de base do Ceará e atual membro fixo da comissão técnica.