Presidente do Ceará revela sondagem de banco para iniciar SAF no clube; veja detalhes
João Paulo Silva ressaltou que o clube também foi procurado por investidores
O Ceará Sporting Club recebeu sondagens do mercado para se transformar em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com contatos de investidores. A situação foi revelada pelo presidente alvinegro João Paulo Silva, em participação no podcast Ceará Cast, do Sistema Verdes Mares.
“Teve já alguns investidores (em contato com o Ceará). A última sondagem foi de um banco que queria liderar esse processo. Iria ao mercado para buscar um investidor, e eu disse: ‘na cabeça do conselheiro, isso é delicado’. Tenho medo de fazer isso e acharem que o clube está quebrado, então preferia fazer um processo diferente até em respeito ao conselho, não necessariamente eu assinar um documento e trazer o parceiro X. Precisa fazer as diligências, saber os ativos, os patrimônios. Eu gostaria de iniciar (as discussões) no sentido do conselho ter entendimento, saber como funciona”.
A consulta mostra a força da instituição no mercado, apesar do rebaixamento à Série B do Brasileiro. Os movimentos existiram também nos últimos meses, com interessados em investir na agremiação.
O Diário do Nordeste apurou, no entanto, que a SAF não é um tema prioritário na diretoria do Ceará. Com um equilíbrio financeiro, a gestão entende que a pauta precisa ser mais debatida internamente, junto de conselheiros, com maior possibilidade de transformação após um eventual retorno à Série A.
“O mercado é muito líquido, e o futebol se profissionalizou. Acho que a gente poderia conversar (internamente) para entender, e o time voltando para a Série A, o valor passa a ser outro, até porque o Ceará tem um equilíbrio financeiro nas contas, então pode ter calma”, destacou o presidente.
COMO O CEARÁ VIRA SAF?
Pela legislação, o Ceará pode criar uma SAF, mas deve alterar os estatutos do clube caso deseje entrar nessa operação, pois o time é uma 'Instituição Sem Fins Lucrativos’. Hoje, o Vovô possui uma gestão profissional, dívidas saneadas e o controle esportivo, mas não possui um investidor capaz de realizar aporte milionário, por exemplo, e o único caminho na lei é a SAF.
Assim, precisaria se transformar em empresas, via SAF, para viabilizar a obtenção de investimento. A decisão de migração de modelo (ou não) é do clube. No caso de sistemas sem fins lucrativos, a mudança exige a alteração estatutária, o que necessita de aprovação no Conselho Deliberativo.
O processo é seguido com a criação de uma empresa (SAF) e a oferta de ações no mercado em troca de investimento. No momento, o Ceará não deseja ingressar nessa operação.
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