O que disse Palermo sobre o empate do Fortaleza com o Santos e Vojvoda
Os times empataram em 1 a 1, na Vila Belmiro, neste sábado (1º)
O Fortaleza empatou em 1 a 1 com o Santos, neste sábado (1º), na Vila Belmiro, em uma decisão pela permanência na Série A do Brasileiro. Pela 31ª rodada, o Leão abriu o placar com Breno Lopes, mas cedeu o empate com Adonis Frías no 2º tempo, mantendo a distância para sair da zona de rebaixamento em cinco pontos. Apesar do resultado, o treinador argentino Martín Palermo exaltou o rendimento do elenco, além de ressaltar o encontro com o técnico compatriota Juan Pablo Vojvoda.
“Sim, é especial para os jogadores e para a instituição que do outro lado esteja o Juan Pablo (Vojvoda). Ele deixou uma passagem muito bem-sucedida pelo clube, com muitas conquistas e anos importantes. Mas, hoje, ele está do outro lado. Estamos em uma situação mais ou menos parecida, mas pelo pouco tempo que estou no clube, o que temos que fazer é continuar acreditando neste grupo de jogadores, no que eles vêm demonstrando jogo a jogo: que não estamos entregues, que vamos seguir lutando até o final. Ainda há muitos pontos em disputa, e precisamos tentar, com o passar das partidas, reduzir essa diferença. Tomara que, como consequência de resultados favoráveis, possamos ter a possibilidade de sair dessa zona e alcançar o Santos, que é o rival mais próximo, para sair dessa situação. Eu me sinto cada vez mais representado por esses jogadores. Cada vez mais sinto essa segurança e confiança de que estão enfrentando esse momento com coragem, e isso eles estão mostrando em campo. Acredito que o torcedor também está vendo e reconhecendo isso, e esse é um ponto importante, que as pessoas sintam que os jogadores não estão entregues, e que é preciso acreditar e continuar confiando que, até o final, vamos lutar e batalhar para que o Fortaleza permaneça na Série A”.
Empate com o Santos foi positivo?
Na tabela de classificação, o Fortaleza segue na 18ª posição, agora com 28 pontos. Já o Santos é o primeiro fora do Z-4, em 16º, com 33. Uma derrota seria um golpe quase irreparável em prol da sobrevivência, enquanto uma vitória deixaria o Leão a um passo da saída da zona. No entanto, o empate mantém o cenário: o problema é que a missão perde uma partida, restando agora oito jogos, ou seja, segue precisando da mesma sequência de resultados e tem menos tempo para isso.
Por isso, o saldo não é positivo. Ao invés de somar um ponto, o time tricolor deixou de ganhar dois. E tudo pela falta de competência para "matar o jogo". Após um grande 1º tempo, com um gol de Adam Bareiro e outro anulado pelo árbitro de vídeo (VAR), voltou do intervalo com o Santos melhorando com as substituições (Robinho Jr e Neymar), sofreu a igualdade, mas teve diversas chances de ampliar o placar, seja com Breno Lopes, Diogo Barbosa ou Moisés, sendo punido por isso.
No fim, o contraponto realmente é a postura: mais uma vez, o elenco mostrou muito compromisso em campo. O Fortaleza está longe de ser um grupo totalmente entregue, e há um impacto evidente no trabalho de Palermo: são quatro vitórias em nove jogos, um aproveitamento de 48% no período, maior que o do clube na Série A, que é de 31%.
Assim, a confiança e a moral do grupo se estabelecem. A sequência até o fim do campeonato também é mais favorável que a do próprio Santos, que ainda encara Palmeiras (2x) e Flamengo. Todavia, o próximo compromisso vale para além da pontuação: o Clássico-Rei, quinta (6), às 20h30.
O Fortaleza tem mais uma final. A missão é dificílima, mas diferente dos outros trabalhos, é possível ver o compromisso dos jogadores sob o comando de Palermo. A equipe segue em busca do milagre.