Fortaleza mantém Volt como fornecedora de material, mas muda controle das lojas
As partes trabalham para buscar soluções com a queda de receitas em 2026
O Fortaleza Esporte Clube está nos trâmites finais para uma mudança de contrato com a Volt, atual fornecedora de material esportivo. Com um contrato ativo até 2028, a empresa também faz a gerência das lojas oficiais da agremiação, mas esse controle deve se transferir para um novo grupo até o fim de 2026. A informação foi divulgada inicialmente pelo Canal do Saulo Alves.
O Diário do Nordeste apurou que a solicitação partiu da própria Volt, que atravessa uma readequação financeira e de clientes. A parceria com o Fortaleza foi anunciada em janeiro de 2023, com um único vínculo em que o clube concedia a produção de uniformes e a gestão total do varejo.
Na época, em nota oficial, a gestão tricolor informou que a equipe “receberia R$ 6 milhões e 250 mil de luvas ao longo do contrato, e uma garantia anual mínima de R$ 4 milhões, tendo royalties de 15% de tudo que for vendido”. Caso a porcentagem passasse essa garantia mínima, ganharia ainda mais.
Assim, o acordo segue vigente, mas a Volt apresentou um novo parceiro comercial, o Grupo Oscar, um conglomerado varejista brasileiro, que será incluído no contrato para assumir a administração das lojas. O objetivo é honrar o compromisso firmado e melhorar a experiência e serviços dos torcedores.
Novo material esportivo?
A cúpula do Fortaleza tem interesse em manter a Volt como fornecedora de material esportivo, honrando o contrato até 2028. Logo, não existe nenhuma mudança sendo debatida nesse momento.
O Diário do Nordeste apurou que o clube entende que o atual contrato é positivo, com garantias financeiras essenciais nesse momento de crise econômica interna. Uma ruptura exigiria multa e nova negociação junto ao mercado que poderia não ser nos moldes atuais devido à presença na Série B.
Ao longo das últimas semanas, a empresa italiana Diadora, que negocia com o Ceará, foi especulada por torcedores como uma possível nova fornecedora de material esportiva. Apesar disso, a mudança não foi cogitada, com a Volt ajustando apenas o controle das lojas. No entanto, é evidente que, caso a atual parceria não honre com a proposta desenvolvida, um novo passo pode ser concedido em prol de uma alteração.
Internamente, a avaliação é de que o rebaixamento prejudicou o clube em diversas esferas, inclusive nas expectativas da própria Volt junto às lojas, que caíram de faturamento em 2026. A avaliação é de que o reajuste contratual é plausível desde que haja uma solução apresentada - o que foi executado.