Entenda problema com uniformes do Ceará e busca por nova fornecedora de material

O clube sofreu com atrasos no enxoval do uniforme 1 de 2026

Escrito por
Alexandre Mota alexandre.mota@svm.com.br
(Atualizado às 08:15)
Legenda: O Ceará lançou apenas o uniforme 2 na temporada de 2026
Foto: Arnaldo Dantas / CSC

O Ceará Sporting Club está próximo de anunciar uma nova fornecedora de material esportivo. Detentor da marca própria Vozão desde 2020, o clube tem negociações avançadas com uma empresa consolidada no mercado e que atende outros times das Séries A e B de 2026 para potencializar o atendimento e a quantidade de produtos ao torcedor. O anúncio deve ocorrer nas próximas semanas.

A mudança de estratégia foi necessária após o Vovô possuir problemas com a empresa B360, que era a responsável por administrar os produtos das lojas alvinegras. Por conta de dificuldades financeiras, o referido grupo atrasou o lançamento do enxoval do uniforme 1 da equipe, que está pronto junto à fábrica. Hoje, apenas o unforme 2 foi lançado e está disponível para venda, sendo majoritariamente branco.

O Diário do Nordeste detalha o processo e a atual condição da produção dos mantos alvinegros.

Ruptura com Bomache e B360

A reportagem apurou que a antiga fornecedora de material esportivo do Ceará era a Bomache. A empresa atuava como parceira do clube e tinha dois contratos junto à gestão: de fábrica, que prevê enxoval, royalties e produção de uniformes, além de um vínculo para operação de varejo e franquia, que permitia a gerência das lojas da marca própria Vozão. O processo era assim até o fim de 2024.

Logo após a renovação contratual entre Bomache e Ceará por mais três anos, no início de 2025, a empresa comunicou que estava transferindo a gestão do varejo e das lojas para a B360, o que foi recebido como surpresa por parte da diretoria executiva alvinegra. Assim, a Bomache se tornaria apenas uma fábrica de confecção de produtos sob encomenda, enquanto a B360 participaria da operação das lojas.

Uniforme do Ceará
Legenda: A Bomache hoje é a fábrica responsável por confecção dos uniformes do Ceará
Foto: Kid Júnior / SVM

No fim da última temporada, mediante atrasos e falta de abastecimento de lojas do clube, o presidente João Paulo Silva acionou o grupo, tomou ciência da conjuntura financeira mais fragilizada e então envolveu o jurídico para a ruptura definitiva do contrato para o início de 2026. Deste modo, o clube sinalizou ao mercado que estava aberto à novos movimentos comerciais e recebeu propostas.

Atualmente, os trâmites são para unificar os vínculos de fábrica (confecção de material) e gestão das lojas, ou seja, a nova empresa deve assumir e unificar os papéis que eram de Bomache e B360. A instituição, ainda mantida em sigilo, é especializada em vestimentas esportivas e calçados.

Em tempo: por meio de nota oficial, o Ceará informou nesta quinta-feira (26) que “o fornecimento de material esportivo ao elenco profissional e às demais categorias não foi prejudicado, mantendo-se todas as atividades dentro da normalidade”. O comunicado também “reforça que a marca Vozão pertence ao clube, não será extinta e nem sofrerá qualquer prejuízo jurídico” com essas negociações.

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