Exportações em queda: entenda como o tarifaço pode afetar seus investimentos no Ceará
Começou a valer uma nova taxação dos Estados Unidos que atinge em cheio as exportações do Ceará. Produtos como aço, frutas, pescados e cera de carnaúba agora enfrentam uma tarifa de 50% para entrar no mercado americano.
Isso significa que mais de 90% do que exportamos para os EUA ficou muito mais caro e, portanto, menos competitivo. A estimativa é de que o Ceará possa perder até R$ 16 bilhões em exportações nos próximos anos. Essa não é apenas uma estatística.
É menos dinheiro entrando no Estado, menos emprego gerado, menos produção nas fábricas e nos campos. Em outras palavras, um impacto real na vida de quem já enfrenta dificuldades econômicas.
Quando a exportação cai, o dinheiro para de circular. O comércio desacelera, a arrecadação diminui e o custo de vida pode aumentar. Isso pressiona a inflação, força o Banco Central a manter os juros altos e deixa o crédito mais caro. A consequência chega a todos, principalmente às famílias das classes C e D.
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E o que isso tem a ver com seus investimentos? Tudo. Em momentos de incerteza, quem está preparado colhe frutos no meio do caos. O dólar tende a se valorizar, e ativos internacionais podem proteger seu patrimônio. Fundos como QQQ, VT ou VNQ cumprem esse papel muito bem.
Ao mesmo tempo, a renda fixa ainda oferece oportunidades com CDBs que pagam acima de 100% do CDI e liquidez diária. São escolhas simples, seguras e que você encontra nos melhores bancos e corretoras.
Mas o ponto principal é este: a melhor resposta a tempos difíceis é o conhecimento. Quem entende o jogo se posiciona enquanto os outros se desesperam. Educação financeira é mais do que aprender a investir. É garantir que decisões políticas e econômicas não ditem a qualidade de vida da sua família.
A notícia pode ser ruim para o Ceará, mas para quem sabe onde pisa, ela também é uma janela de oportunidade. E agora, mais do que nunca, essa janela está escancarada.