Copa do Mundo: o que ela ensina sobre dinheiro e família

Escrito por
Alberto Pompeu producaodiario@svm.com.br
Legenda: Brasil e Japão se enfrentam em um mata-mata de Copa do Mundo pela primeira vez na história
Foto: Ronaldo Schemidt / AFP

A Copa chegou e o Brasil parou. Bandeira na janela, churrasco marcado, criança de uniforme da seleção. É bonito ver isso. É bonito porque, no fundo, futebol também é sobre pertencimento. E pertencimento tem tudo a ver com dinheiro bem cuidado.

Vou te contar uma coisa que percebo todo ano de Copa: muita família se endivida para "viver o momento". Compra televisão nova no cartão. Faz churrasco caro toda rodada. Aposta sem saber apostar. E depois do hexa, ou da decepção, sobra é boleto.

Não precisa ser assim.

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Dá para viver a Copa com alegria e sem culpa no bolso. Como? Separando um valor pequeno, definido antes do jogo, só para isso. Pode ser cem reais, pode ser trezentos.

O segredo não é o valor, é o limite. Comemorar dentro do que você já tinha guardado é liberdade. Comemorar no cheque especial é prisão disfarçada de festa.

Tem uma lição que o próprio futebol ensina e que vale para o dinheiro: time que não tem base sofre na hora da pressão. Seleção que não treinou o fundamento não aguenta os pênaltis. Sua vida financeira é igual. Se você não tem reserva de emergência, qualquer imprevisto da vida vira final de Copa nos pênaltis: nervoso, sem plano, no desespero.

E olha que interessante: o jogador que mais dura na carreira não é sempre o mais talentoso. É o mais disciplinado. O que cuida do corpo, que treina o básico todos os dias, que não pula etapa. Dinheiro funciona exatamente assim. Quem enriquece de verdade não é o mais "genial" no mercado. É quem aportou todo mês, sem pular, durante anos.

Então aproveita a Copa. Vibra com o gol, chora se precisar chorar, abraça quem você ama na hora da vitória. Só não deixa a emoção de noventa minutos custar a paz dos próximos noventa dias.

Porque, no fim, o verdadeiro título que toda família busca não tem taça. É dormir tranquilo, sabendo que o mês está pago e que o futuro dos filhos está sendo construído. Esse, sim, é o caneco que ninguém tira da gente.

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.

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