Um dos jogos mais emblemáticos da Seleção Brasileira não ocorreu em Copa do Mundo, mas em Porto Príncipe, capital do Haiti. Em um país assolado por uma crise, a equipe brasileira foi utilizada para interromper uma guerra em 2004, em uma das recepções mais calorosas que o Brasil, pentacampeão mundial, já recebeu do público.
O Mundo é uma Copa, seção do Diário do Nordeste que conta curiosidades dos envolvidos na disputa do Mundial de 2026, detalha essa situação no 9º episódio do quadro.
Jogo da Paz no Haiti
A Seleção Brasileira já desfilou em tanques e parou uma guerra no Haiti. A cena imaginada não é ficção. E apesar do carro blindado, do uniforme do exército e dos soldados, o objetivo era a paz em 2004.
Isso porque o Haiti enfrentava uma grave crise política e social. E o Brasil liderava uma missão da ONU para restaurar a ordem da região.
Desse contexto surgiu a ideia: levar a Seleção Brasileira até Porto Príncipe, capital haitiana, para um “jogo de paz” na tentativa de parar os conflitos em 24 horas.
A seleção em si era a melhor possível: Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e companhia. Um Brasil estrelado, pentacampeão mundial e recém-campeão da Copa América.
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O adversário era o próprio Haiti, e a recepção foi histórica. Haitianos fizeram um corredor humano para receber a Seleção Brasileira
De todos os lados, a tentativa local era ver os ídolos. Como campanha para o fim dos conflitos, armas foram recebidas em troca de ingressos no estádio.
Em campo, goleada de 6x0. Hat-trick de Ronaldinho, dois de Roger e um de Nilmar. No fim, o placar era o que menos importava. O verdadeira resultado era a paz, o sorriso das crianças e a emoção de um povo, que mesmo sofrendo, estava em êxtase.
A felicidade de um dia inesquecível, que viu cada gol brasileiro celebrado como seu. Quase 20 anos depois, as duas nações se reencontram, agora na Copa do Mundo. Com a certeza de que o Brasil é a 2ª seleção do coração dos haitianos.