Saiba quem são os alvos da operação da PF contra o Banco Digimais, de Edir Macedo

Instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo é investigada por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
23 de Junho de 2026 - 20:55
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Legenda: Bispo Edir Macedo foi alvo de mandado de quebra de sigilo e teve bens bloqueados na operação.
Foto: Reprodução / Instagram.

A operação deflagrada nesta terça-feira (23) contra o Banco Digimais, comandado pelo bispo Edir Macedo, teve um total de nove alvos dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal e cumpridos pela Polícia Federal.

Entre eles, foram sete pessoas físicas e duas pessoas jurídicas ligadas à estrutura, que é investigada por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional praticados no âmbito da gestão da instituição.

O bispo Edir Macedo não foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta fase, mas, sim, de quebra de sigilo, além de ter bens bloqueados. 

De acordo com a PF, relatórios do Banco Central do Brasil apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição

Segundo informações do jornal O Globo, quatro dos alvos de busca e apreensão ocupam posições de comando no banco:

  • João Luiz Urbaneja, presidente do conselho de administração do Digimais;
  • Thiago Rodrigues Urbaneja, filho de João Luiz Urbaneja, presidente executivo do Digimais e vice-presidente do conselho de administração;
  • João Alves de Campos, diretor do Digimais; e
  • Marcelo de Lima Brasil, também membro da diretoria do Digimais.

Além deles, também foram alvos dos mandados:

  • Rodrigo Ruggero, executivo, embora não conste como integrante da diretoria do banco; e
  • Rodrigo Balassiano e José Roberto Giancoli Filho, que não tiveram os papeis detalhados, mas são ligados às empresas e fundos de investimento investigados.

Empresas, fundos de investimentos e mais alvos

Finalmente, junto das pessoas físicas, as medidas cautelares de busca e apreensão da PF também foram direcionadas contra o próprio Banco Digimais e contra a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.

A lista de alvos de quebra de sigilo fiscal inclui, além dos nomes já citados e do próprio Edir Macedo, a B.A. Empreendimentos e Participações, a Bless Capital Gestora de Recursos, a Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros, fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e empresas de consultoria relacionadas às operações.

À imprensa, o Banco Digimais afirmou que “permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso”. A nota reafirma o “compromisso” da institução “com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”.

Digimais foi comprado pelo BTG Pactual em abril

Em 8 de abril, o BTG Pactual anunciou aos acionistas e ao mercado a compra do banco Digimais, controlado pelo Grupo Record, do bispo evangélico Edir Macedo. 

O valor da compra não foi informado pela instituição. Apesar do comunicado, a conclusão e fechamento da compra estavam, na época, condicionadas à verificação de determinadas condições, dentre elas o lançamento do Processo Competitivo, que dá oportunidade a potenciais interessados na compra do banco.

Outros fatores também para o fechamento da operação incluíam a obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias, inclusive do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

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