João de Deus é condenado por violação sexual em Goiás

Com a decisão, as penas impostas ao médium já ultrapassam 64 anos, diz o TJGO

João de Deus
Legenda: As denúncias contra o médium foram feitas em 8 de dezembro de 2018
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

João Teixeira de Faria, conhecido como o João de Deus, foi condenado, nesta terça-feira (25), pelo crime de violação sexual mediante fraude contra uma mulher em Goiás. A decisão, assinada pelo juiz Renato César Dorta Pinheiro, titular da comarca de Abadiânia, sentencia ele a mais dois anos e meio de reclusão.

Com a decisão, segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), as penas impostas ao médium já ultrapassam 64 anos.

O caso corre em segredo de justiça, mas segundo o TJGO, o processo decorre da acusação de uma vítima, dente dez apresentadas pelo  Ministério Público do Estado de Goiás. O Poder Judiciário rejeitou a acusação das outras nove. 

As denúncias contra o médium foram feitas em 8 de dezembro de 2018. Na época, quatro mulheres entrevistadas no programa Conversa com Bial, da Rede Globo, disseram ter sido abusadas por João Teixeira de Faria. 

Depois disso, centenas de outras vítimas se sentiram encorajadas a também denunciar o médium. 

Processos em andamento

Ainda conforme o TJGO, João de Deus responde a mais de uma dezena de ações não sentenciadas. Até o momento, ele já foi condenado em três anos de reclusão em processo referente a posse ilegal de arma de fogo e a 19 anos e quatro meses de reclusão, em ação de violação sexual e estupro de vulnerável. 

Ele também foi condenado a 40 anos de prisão em processo referente aos estupros cometidos contra cinco mulheres. Todas as condenações estão em fase de recurso no TJGO.

Defesa vai recorrer

Em nota divulgada pela defesa de João de Deus, veiculada pelo portal G1, os advogados afirmam que vão recorrer da decisão e reforçam a inocência do médium. 

"A defesa irá recorrer da referida sentença reforçando a inocência de João de Deus, especialmente por conta da fragilidade das provas apresentadas no processo e também reafirmar a dúvida razoável acerca da condição da vítima, que a despeito de alegar ter sido violada em sua intimidade sexual buscou insistentemente estar na presença daquele, que seria o seu agressor, por mais de uma vez, sem criar embaraços", diz a nota.

Ainda conforme a defesa, João de Deus encontra-se em prisão domiciliar e faz tratamento médico em razão de doenças que está acometido.

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