China planeja lançar foguetes para desviar asteroide que poderia acabar com vida na Terra

A ideia é mudar o caminho do corpo celeste para que ele não atinja a Terra

Asteroide Bennu
Legenda: O plano usou o asteroide Bennu como base para o cálculo
Foto: Nasa

A China estuda lançar 23 dos seus maiores foguetes para desviar um grande asteroide que poderia entrar em rota de colisão com a Terra. Conforme estudo publicado na revista científica Icarus, se isso não for evitado, haverá “uma grande ameaça para a vida” no planeta. As informações são da BBC. 

Segundo especialistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais da China, simulações matemáticas indicaram que a estratégia dos foguetes poderia desviar o corpo celeste da rota original a uma distância de 1,4 vezes o raio da Terra.

Asteroide Bennu

Para o cálculo, foi considerado o asteroide Bennu, que se enquadra em uma classe de rochas com potencial para provocar danos regionais ou continentais.

A projeção dos pesquisadores é que corpos celestes com mais de 1 km podem gerar consequências globais. O Bennu, que orbita o Sol, possui 381 metros de altura.

Quando isso vai acontecer

Por enquanto, estão sendo feito estudos para avaliar as melhores alternativas e seus impactos. Mas, entre o fim de 2021 e o começo de 2022, os Estados Unidos devem lançar uma espaçonave robótica para interceptar dois asteroides relativamente próximos da Terra.

Essa será a primeira tentativa da humanidade de mudar o destino de um asteroide. Um ano depois, a espaçonave da Nasa fará um pouso forçado no menor dos dois corpos rochosos para ver o quanto foi realmente modificado da trajetória do corpo celeste. 

Por que desviar o caminho e não destruir o asteroide 

Em entrevista à BBC, o professor Gareth Collins, da universidade Imperial College London, no Reino Unido, disse que estudos mostram que há quase 1% de chance de um asteroide de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos. 

"Algo em rota de colisão do tamanho de um Bennu é cerca de 10 vezes menos provável”, disse.

Diante disso, os cientistas avaliam que mudar o caminho do asteroide tem um risco menor do que explodir a rocha com explosivos. Assim, os impactos são menores.