Dose de saúde

Especialistas explicam a importância da vacinação para recém-nascidos e crianças.

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Foto: Banco de Imagens

Toda mãe quer, acima de tudo, garantir a saúde e o bem-estar do seu filho. E uma das maneiras mais concretas de se fazer isso é vacinando-o desde o momento em que ele nasce. Os especialistas garantem que a vacinação, na realidade, é importante em todas as fases da vida, inclusive na infância, na adolescência e na melhor idade. Mas, especialmente no primeiro ano, há vacinas que são fundamentais para assegurar que a criança esteja livre de algumas doenças que, no passado, tinham um alto poder de mortalidade.

“Ao vacinar um bebê, estamos oferecendo, de forma controlada, protegida e muito segura, a possibilidade de ele se encontrar com um agente que causaria uma doença grave e, ao invés disso, faz essa proteção. Quando a criança nasce, está sujeita a uma série de infecções, bactérias, vírus, entre outros, que vão tornando essa criança suscetível a doenças. Quando é vacinada, ela fica protegida antes que adoeça, porque é feito o uso de um mecanismo do sistema imunológico. Quando chega o agente que causa a doença, ela já tem a proteção”, descreve a pediatra Ana Paula Moschione Castro (foto abaixo), Médica Assistente da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança – Hospital das Clínicas – da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

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Porém, se a vacina é algo tão benéfico, por que alguns pais ainda relutam em oferecê-la aos filhos? Ana Paula Moschione Castro observa que isso ocorre porque muitos pais e mães, por serem jovens, não viveram epidemias de sarampo, meningite e varíola, por exemplo, que arrasaram a vida de muitas pessoas no passado. “Ao longo de muitos anos foi construído um programa de imunização, fazendo com que aquelas doenças ficassem distantes. Hoje talvez pareça que não tem sentido vacinar, afinal já não se tem mais determinada doença. Mas isso acontece justamente porque nós nos vacinamos”, ressalta a pediatra. “Isso infelizmente gera uma série de dúvidas, além de uma grande enxurrada de informações que não são verdadeiras”, completa.

Saúde
A pediatra da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança – Hospital das Clínicas – da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo esclarece que a principal vantagem de se vacinar a criança é que desde pequena ela terá proteção contra certas doenças. “Não é que logo nos primeiros dias ela já será vacinada contra tudo. Existe um programa, um calendário vacinal que protege as crianças – primeiramente das doenças mais graves e depois, conforme a eficácia, as vacinas vão avançando nas demais faixas etárias. Isso faz com que a criança vá sendo protegida ao longo de toda a vida, inclusive quando for adulta”, diz Ana Paula Moschione Castro.

Dessa forma, a pediatra, que também é Diretora Secretária da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), garante que não há contraindicação para vacinar o filho recém-nascido. “As crianças saudáveis não apresentam contraindicações à vacinação de recém-nascidos e bebês. Histórias familiares que podem envolver um comprometimento imunológico vão ser avaliadas pelo pediatra, que pode adiar ou contraindicar a vacina”, explica.

Caso a criança não seja vacinada, é importante que os pais saibam dos riscos que ela corre. “A criança corre o risco de ficar doente ou ter a doença de forma mais grave, o que poderia ser evitado pela vacinação. Vacinar é sinal de amor e de proteção”, diz o pediatra François Ponte, preceptor da residência médica de pediatria do Hospital Infantil Albert Sabin. 

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Informação
Por essa razão, é essencial que os pais se informem sobre a importância da vacinação e não percam nenhuma etapa da imunização promovida pelos órgãos públicos. “O programa de imunizações do Governo tem números de sucesso. A gente não tem mais poliomielite no Brasil, por exemplo. Também reduzimos bastante o tétano neonatal, pois havia crianças que morriam da doença ao nascer. Também foi reduzida a rubéola durante a gestação. Em suma, são inúmeras vitórias que não devem ser esquecidas”, alerta a pediatra Ana Paula Moschione Castro. “A vigilância vacinal depende de todos nós, e quando o pai deixa de vacinar, é ruim para o seu filho e para a população. Quando o pai vacina a criança, faz um movimento favorável à maior proteção”, explica. “A população precisa reconhecer o grande sucesso do programa e vacinar seus filhos. As vacinas liberadas são seguras, têm muitos anos de estudo. Nenhuma experiência está sendo feita, ao contrário, estamos protegendo muitas vidas”, completa a pediatra.