Yamaha Crypton 115: na medida certa

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Redação producaodiario@svm.com.br
Em expansão, modelos CUBs são alternativas de fugir de um trânsito estagnado, além da economia que fazem

Preso nestes engarrafamentos que a cada dia só aumentam alguém já bem que pensou "poxa, como eu gostaria de estar naquela moto". O desejo é real, pois estagnado no congestionamento sendo no carro ou ônibus, ver aquele monte de motos passando, enquanto todos os outros veículos estão parados, pode desperta a inveja de qualquer um, não é?

Como todo modelo desta categoria, a Crypton K é um veículo extremamente ágil e prático para os deslocamentos urbanos. Fácil de pilotar, é capaz de "driblar" os automóveis durante um congestionamentos FOTO: ALEX COSTA


Para quem busca fugir do trânsito ou mesmo dar o primeiro passo no mundo das duas rodas, no mercado há como opção as CUBs. E olha, a possibilidade de escolha não falta nesse que é um dos segmentos de maior volume de vendas no mercado brasileiro. Entre elas, a Yamaha Crypton T 115, que pertence a categoria CUB. Você deve estar se perguntando, que categoria é essa. Ao pé da letra, a sigla significa Cheap Urban Bike. O significado bem abrasileirado quer dizer uma bicicleta motorizada, mas com charme de um bis.

O produto

De volta ao mercado há dois anos, já que foi substituída pela Neo AT 115, a Crypton K 115 voltou e, dessa vez, com um propulsor de maior capacidade cúbica. Para quem gosta de detalhes, seu motor de um cilindro, com comando simples no cabeçote e refrigeração a ar, com pistão e cilindro em alumínio, tem agora 113,7cm³. Para quem curte motos ou já tem uma, saberá que isso é maior que os 105 da versão anterior.

Entretanto, é bom salientar ao leitor que a maior capacidade não resultou exatamente em um melhor desempenho. A mudança foi apenas um ajuste para atender às normas do Promot 3, a lei de emissão de poluentes para motocicletas em vigor.

Os números dados pela própria japonesa Yamaha confirmam plenamente isso. Alimentado por carburador, o motor produz uma potência máxima de 8,2cv a 7.500rpm (na antiga eram 8,3 cv) e torque de 0,88kgf.m a 5.550rpm, contra 0,87kgf.m do motor de 105 cc.

Apesar de modesto, o desempenho está de acordo com a proposta do modelo: ser uma moto totalmente urbana e tornar-se uma alternativa acessível ao meios de transporte público.

Para Victor Vinicius, vendedor da Crasa, uma das revendedoras da Yamaha, em Fortaleza, esse é um dos principais trunfos, a economia.

Segundo o profissional, a Crypton chega a fazer 50 quilômetros por litro. "Outro ponto atrativo é seu preço, só R$ 4.700, a versão de entrada, sendo acessível economicamente para as classe C e D".

Rodando na cidade, seja em vias locais ou em avenidas de trânsito rápido, a Crypton T 115 consegue acompanhar os carros e sair na frente nos semáforos. Até mesmo em vias expressas, dá para manter a velocidade de 90 km/h com certa facilidade.

Boa notícia também para quem é iniciante, já que a Crypton tem câmbio semiautomático, com embreagem centrífuga. Ah, não há manete de embreagem. Basta pisar no pedal para subir de marcha, ou seja, todas as quatro marchas são para "baixo". Para reduzir o pedal de câmbio, ele conta com uma alavanca também no calcanhar. Mas diferentemente da Honda Biz, sua arquirrival, o câmbio não é sequencial: não se consegue passar da quarta para a primeira marcha, mesmo com a Crypton parada.

Receita já usada em outras CUBs, o motor pequeno e esse tipo de câmbio proporcionam, além da facilidade de pilotagem, bastante economia. A Crypton roda, em média, 38 km com um litro de gasolina. Chegou até mesmo a ter consumo quase de 50 km/litro. Para engenheiros da marca, isto é fruto de outra novidade: a válvula solenóide de cut-off (que interrompe o fornecimento de combustível ao se tirar a mão do acelerador).

Simplicidade

A versão "K" é a mais simples e por consequência, a mais barata. Sem partida elétrica, a Crypton T 115 K pega com facilidade no pedal. Com quadro tubular em aço do tipo underbone, tem freios a tambor em ambas as rodas.

A outra versão "ED" é a mais cara e traz partida elétrica e disco na dianteira.

Pesando apenas 95 kg, a Crypton é uma "motinho" fácil de pilotar. Tanto por seu câmbio como por sua ciclística e posição de pilotagem. O piloto vai sentado na Crypton e conta com a proteção do escudo frontal contra respingos de poças d´água, vento e outros imprevistos.

O câmbio também atrai as mulheres, pois permite que se use um sapato para pilotar. O que não é lá muito seguro, mas é prática comum entre as consumidoras.

As suspensões e as rodas raiadas de 17 polegadas garantem a robustez para enfrentar as esburacadas ruas cearenses. Os freios a tambor - com 110 mm de diâmetro na frente e 130 m atrás - não oferecem aquela frenagem instantânea, mas dão conta do recado em função do desempenho modesto e do baixo peso da Crypton.

A simplicidade é tanta que faz falta maior espaço sob o banco: os 4,0 litros acomodam um par de luvas, carteira e não muito mais que isso. Mas, vale destacar o suporte da pedaleira da garupa fixado ao quadro, o que garante um conforto ao passageiro.

Design atual

A Yamaha é bastante direto ao posicionar a nova Yamaha Crypton T 115 no mercado nacional.

Segundo ela, a Crypton é um meio termo entre a Honda Biz 125, mais cara e completa, e a Honda Pop 100, muito popular. A Pop 100, modelo de entrada da Honda com preço sugerido de R$ 3.990, além do motor menor, é considerada "feia" por muitos. Ao menos, nesse quesito a Crypton ganha de goleada da concorrente.

Seu novo desenho tem linhas modernas, além do farol e lanterna reestilizados. Destaque para o conjunto de iluminação dianteiro com piscas integrados ao escudo, o que justifica o elogio do frentista. O painel também é novo e mais completo: além do velocímetro, traz marcador de combustível e luzes indicadoras do ponto neutro e da quarta marcha engatada (TOP).

O preço sugerido da versão testada, a "K", é de R$ 4.700. Acima da Pop 100, mas abaixo da Biz 125 KS (R$ 5.300) e bastante competitivo frente às concorrentes chinesas.

Uma grande novidade na comercialização da Crypton T 115 é o lançamento de uma nova modalidade de consórcio da fábrica. No novo plano de 60 meses, o consumidor paga 75% do bem até ser contemplado. O consorciado então escolhe entre pagar os 25%, referentes à diferença, no ato, ou diluir junto ao valor das parcelas restantes.

As parcelas reduzidas são de R$ 75,77, a menor do mercado segundo a Yamaha. Para quem quer se livrar do caótico transporte público, as CUBs tornam-se uma ótima opção, pela economia e pagamento.

Economia

50 quilômetros por litro é, em média, o que uma CUB é capaz de fazer. Por essa característica tem atraído o público de baixa renda e são bem vendidas no interior

FICHA TÉCNICA

Motor: monocilíndrico, OHC, quatro tempos, refrigerado a ar
Torque: 0,88 kgf.m a 5.500 rpm
Potência: 8,5 cv a 7.500 rpm
Tanque: 4,2 litros
Câmbio: quatro velocidades
Transmissão: câmbio de quatro velocidades, com transmissão final por corrente
Alimentação: carburador
Freio: disco e a tambor(traseiro)
Peso: 94,9 kg
Preço: R$ 4.700 (K) e R$ 5.500 (ED)

Mais informações

Crasa Motos
Endereço: Duque de Caxias
Número:2265
Bairro: Farias Brito
Telefone: (85) 3288-3533