Mudança radical
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Nova geração do Renault Logan passou por cirurgia visual profunda e interior melhorado
Da água para o vinho. Assim podemos dizer sobre a nova versão do sedan francês que deve mexer bastante com o mercado. Antes, sem atrativo, o Logan 2014 sobressai aos olhos. Além da estética, outra questão desagradável no antigo Logan era seu interior: espartano (sem conforto) demais até para um automóvel "popular". Claro que do atual a cabine do novo não tornou-se a mais aconchegante da categoria, mas é preciso reconhecer sua melhora.
Sincronismo
Contornos laterais, frontal e traseira casam bem FOTO: DIVULGAÇÃO
Esmiuçando com olhos de Sherlock Homes** o painel de instrumentos, emprestado do Fluence, tem leitura bem melhor e indicador de troca de marchas. Os materiais de acabamento são mais apresentáveis e o revestimento dos bancos trouxe mais conforto. Mas é na porção frontal, contudo, que está a maior virtude: faróis e grade alcançaram um entrosamento que modelo nenhum da categoria sequer chegou perto.
O símbolo da marca ficou maior, sem exagerar no tamanho, enquanto o para-choque envolve tudo com certa ousadia - é só ver a criativa barbatana que emoldura as extremidades da grade.
Painel de instrumentos conta com indicador de marchas; ponto negativo para volante que não tem comando FOTO: DIVULGAÇÃO/ Para quem gosta de viajar, porta-malas (520l) é um chama para a aquisição do carro; estofamento é comum
Os motores são o 1.0 16V flex, já utilizado no Clio, que agora gera até 80 cv e 10,5 kgfm e o 1.6 8V flex de 106 cv e 15,5 kgfm. Uma novidade no modelo é o sistema indicador de trocas de marcha, luzes que mostram o momento certo das mudanças e ajudam a economizar combustível.
Impressões
Guiamos primeiro a versão Dynamique, equipada com motor 1.6 8V Hi-Power, que entrega 106 cv com etanol, no trajeto de São Paulo a Campinas. Ao sentar-me ao volante, ajustei facilmente a posição de dirigir. Durante o trajeto, não tive problemas em relação à visibilidade. Embora a Renault tenha informado que "o desenvolvimento do novo modelo incluiu um minucioso trabalho de modelagem acústica, com a adição de novos itens criados para aumentar o nível de silêncio interno do veículo", o motor 1.6 8V continua bastante barulhento e o ruído ainda invade a cabine.
A pegada do volante agrada, mas em velocidades acima de 100 km/h a direção parece mais leve que o desejável, dando sensação de insegurança. A suspensão também poderia ser mais firme. Ela passa conforto para os ocupantes do veículo, mas é um pouco mole demais da conta.
Depois, dirigimos a versão Expression 1.0 16VHi-Power. Ele surpreendeu positivamente, oferecendo saídas robustas no trânsito urbano em Campinas, não decepcionando no trajeto urbano, sem subidas íngremes, com duas pessoas a bordo. Esse motor também é menos barulhento que o 1.6 8V, de modo que, nesta versão, a cabine fica mais silenciosa. Como rodamos com ele na cidade a uma velocidade de até 60 km/h, não percebemos a direção mais leve e até a suspensão relativamente mole não incomodou assim como na estrada. Um outro ponto positivo vai para o porta-malas, que acomoda 510 litros e tem abertura interna.
*Sherlock Holmes é personagem detetive da literatura britânica
Confira o lançamento do Logan 2014
Ficha técnica
Motor: 1.0 litros ou 1.6 litros, flex
Potência: câmbio manual de cinco marchas à frente e ré
Transmissão: 77 cv(gas) 80 cv (etanol)/98 cv (gas) e 106 cv (eta.)
Tanque: 50 litros
Capacidade: 5 pessoas
Produção: Paraná
Aro: 15 polegadas
Categoria: sedan
Porta-malas: 510 litros
Preços: Authentique 1.0 (R$ 28.990), Expression 1.6 (R$ 33.990), Dynamique 1.6 (R$ 44.100)
JOTA POMPÍLIO*
REPÓRTER
*O repórter viajou a São Paulo (SP) a convite da Renault
Da água para o vinho. Assim podemos dizer sobre a nova versão do sedan francês que deve mexer bastante com o mercado. Antes, sem atrativo, o Logan 2014 sobressai aos olhos. Além da estética, outra questão desagradável no antigo Logan era seu interior: espartano (sem conforto) demais até para um automóvel "popular". Claro que do atual a cabine do novo não tornou-se a mais aconchegante da categoria, mas é preciso reconhecer sua melhora.
Sincronismo
Contornos laterais, frontal e traseira casam bem FOTO: DIVULGAÇÃO
Esmiuçando com olhos de Sherlock Homes** o painel de instrumentos, emprestado do Fluence, tem leitura bem melhor e indicador de troca de marchas. Os materiais de acabamento são mais apresentáveis e o revestimento dos bancos trouxe mais conforto. Mas é na porção frontal, contudo, que está a maior virtude: faróis e grade alcançaram um entrosamento que modelo nenhum da categoria sequer chegou perto.
O símbolo da marca ficou maior, sem exagerar no tamanho, enquanto o para-choque envolve tudo com certa ousadia - é só ver a criativa barbatana que emoldura as extremidades da grade.
Painel de instrumentos conta com indicador de marchas; ponto negativo para volante que não tem comando FOTO: DIVULGAÇÃO/ Para quem gosta de viajar, porta-malas (520l) é um chama para a aquisição do carro; estofamento é comum
Os motores são o 1.0 16V flex, já utilizado no Clio, que agora gera até 80 cv e 10,5 kgfm e o 1.6 8V flex de 106 cv e 15,5 kgfm. Uma novidade no modelo é o sistema indicador de trocas de marcha, luzes que mostram o momento certo das mudanças e ajudam a economizar combustível.
Impressões
Guiamos primeiro a versão Dynamique, equipada com motor 1.6 8V Hi-Power, que entrega 106 cv com etanol, no trajeto de São Paulo a Campinas. Ao sentar-me ao volante, ajustei facilmente a posição de dirigir. Durante o trajeto, não tive problemas em relação à visibilidade. Embora a Renault tenha informado que "o desenvolvimento do novo modelo incluiu um minucioso trabalho de modelagem acústica, com a adição de novos itens criados para aumentar o nível de silêncio interno do veículo", o motor 1.6 8V continua bastante barulhento e o ruído ainda invade a cabine.
A pegada do volante agrada, mas em velocidades acima de 100 km/h a direção parece mais leve que o desejável, dando sensação de insegurança. A suspensão também poderia ser mais firme. Ela passa conforto para os ocupantes do veículo, mas é um pouco mole demais da conta.
Depois, dirigimos a versão Expression 1.0 16VHi-Power. Ele surpreendeu positivamente, oferecendo saídas robustas no trânsito urbano em Campinas, não decepcionando no trajeto urbano, sem subidas íngremes, com duas pessoas a bordo. Esse motor também é menos barulhento que o 1.6 8V, de modo que, nesta versão, a cabine fica mais silenciosa. Como rodamos com ele na cidade a uma velocidade de até 60 km/h, não percebemos a direção mais leve e até a suspensão relativamente mole não incomodou assim como na estrada. Um outro ponto positivo vai para o porta-malas, que acomoda 510 litros e tem abertura interna.
*Sherlock Holmes é personagem detetive da literatura britânica
Confira o lançamento do Logan 2014
Ficha técnica
Motor: 1.0 litros ou 1.6 litros, flex
Potência: câmbio manual de cinco marchas à frente e ré
Transmissão: 77 cv(gas) 80 cv (etanol)/98 cv (gas) e 106 cv (eta.)
Tanque: 50 litros
Capacidade: 5 pessoas
Produção: Paraná
Aro: 15 polegadas
Categoria: sedan
Porta-malas: 510 litros
Preços: Authentique 1.0 (R$ 28.990), Expression 1.6 (R$ 33.990), Dynamique 1.6 (R$ 44.100)
JOTA POMPÍLIO*
REPÓRTER
*O repórter viajou a São Paulo (SP) a convite da Renault