Carro rebaixado: perigo certo
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Redação
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Você sabia que rebaixar um veículo fica menos seguro para motorista e ocupantes? O aviso é de quem entendeDe acordo com engenheiros automotivos, ao se fabricar um carro, ele é feito para contemplar diversas possibilidades: a de conforto, melhor aerodinâmica, de espaço, entre outros. Entretanto, mexer em qualquer característica do modelo após a sua fabricação final, os profissionais são categóricos: o dono deve tomar cuidado para que o veículo não perca a dirigibilidade ou tenha algum comprometimento na carroceria.
Uma das mudanças preferidas pelos jovens é rebaixamento do carro. Muitos, ao fazer isso, acabam simplesmente ´cortando as molas´, o que acaba comprometendo diversos componentes da suspensão.
Em Fortaleza, é comum flagrar veículos tão baixos que chegam a soltar faíscas ao tocar no asfalto. Carlos Alencar, engenheiro do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro), alerta aos proprietários dos veículos rebaixados para os problemas que essas modificações estéticas podem causar a segurança dos proprietários e ocupantes dos veículos. "Entre dois carros idênticos, um rebaixado e outro original, em uma colisão, o que sofre mais é o modificado, pois ele tem as linhas de choque fora do campo de projeto, fazendo com que o carro se deforme mais do que normalmente sofreria, atestando a desvantagem por parte da segurança para a redução da altura dos veículos", explica. Experiente no meio, ele completa. "Os para-choques de todos os veículos tem alturas padronizadas. Rebaixar, sem dúvida, é sair do padrão de segurança da norma".
O profissional explica que o carro ganha em estabilidade, "já que o centro de gravidade fica mais baixo, no entanto perde em conforto e segurança".
Para experts, existem componentes especiais para deixar o carro mais baixo, mas são mais caros e demoram mais tempo para serem instalados, o que dificulta a popularização. O órgão explica que mudar a altura do carro não é ilegal, entretanto, o carro deve passar por uma inspeção em pelo Inmetro para atestar a mudança específica.
"O que é permitido é que o carro tenha 50 centímetros de altura a partir do farol e que seja mantido o conjunto de suspensão, ou seja, o carro não pode perder o molejo original e que sejam colocadas molas esportivas, sendo que na inspeção, o proprietário deve levar a nota de compra da mola. Se tudo estiver certo, o documento é alterado", diz o engenheiro.
"O maior problema é que muitos motoristas ainda insistem em cortar as molas e ficarem ilegais, o que pode gera multa."
Ele destaca que o rebaixamento dificulta até para o proprietário ser segurado, já que o carro não encaixa no perfil de seguradora, além de perder valor de revenda. "É uma alteração que traz complicações".
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