Transportar combustível é perigoso
Escrito por
Redação
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Uso de garrafas descartáveis (pet) para comprar gasolina é proibido por lei, mas muita gente desconhece
Para uma boa parcela de motoristas ou até pilotos de motos, andar com seu veículo com o combustível na reserva é um hábito bastante comum. O problema é ficar na "mão" quando o veículo começar a "morrer de vez" e em um lugar deserto, não é?
Nessas horas, a saída é buscar algum posto de combustível e recorrer a compra do produto em galões ou garrafas de refrigerante. Entretanto, colocar gasolina ou etanol nesse tipo de embalagem é proibido pela Agência Nacional de Normas Técnicas (ABNT), mas que continua sendo oferecido pelos postos para evitar atritos com os próprios consumidores.
Em Fortaleza, de acordo com o gerente de um posto que não quis se identificar, pelo menos cinco motoristas buscam, por dia, as bombas para compra de combustível em galões.
"A gente orienta, fala da proibição e das autuações a que o posto está sujeito, mas na maioria das vezes, o motorista não entende e com razão já que ele se encontra um pouco aflito. Há quem diga que a gasolina é para salvá-lo do prego que acabaram de ter".
Ele salienta que por conta das pressões feitas pela distribuidora e diante da lei, o mesmo posto tentou suspender a venda fora do tanque por duas semanas e enfrentou diversas reclamações. "Há pessoas mais exaltadas que querem brigar. Alguns ligavam na minha casa e me cobravam a venda. Como os demais postos continuaram vendendo, também voltei a trás", explicou o proprietário de um posto que também não quis se identificar.
Para ele, que também é sócio do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, apesar da lei ser clara e dos postos serem cobrados e orientados a não realizar a venda em recipientes que não atendam às especificações da ABNT, "levar a determinação à risca é muito difícil. Os postos acabam descumprindo a lei para atender a necessidade imediata do cliente", disse.
O dono de um outro posto (que não quis se identificar), garante que a incidência de motoristas que ficam sem o combustível e procuram a compra em galões ou garrafas pet é regular. "No meu posto, que fica bem na beira de uma rodovia estadual, esse atendimento é diário. Na ponta do lápis, em média seis pessoas por dia", contabilizou nos dedos.
Para quem não sabe, a determinação da ABNT, em vigor desde 2008, tem como objetivo garantir a segurança no transporte do combustível. Por motivo de segurança, a NBR 15.594-1 proíbe textualmente a venda e o transporte de combustíveis em recipientes plásticos, como os citados, e, ainda, define os procedimentos para o abastecimento de motocicletas.
Essa instituição tem poder para autuar postos e outros estabelecimentos, diante da constatação de desrespeito as suas determinações.
Embalagem adequada
O artigo NBR 15.594-1 determina que a venda de combustível fora do tanque do veículo só pode ser feita por meio de recipientes metálicos ou não metálicos, rígidos, certificados e fabricados para este fim e que permitam o escoamento da eletricidade estática gerada durante o abastecimento. No entanto, não há nos postos tais recipientes para a venda.
Se de um lado a venda em galões ou garrafas plásticas é proibida, do outro lado, ter o veículo parado em vias públicas por falta de combustível, segundo do Código Brasileiro de Trânsito, é falta média, com perda de quatro pontos na carteira e multa de 85,12 e com direito a remoção.
Funcionário de uma oficina mecânica na capital, Luciano Fuentes, afirma que usa a gasolina para limpar as peças dos carros.
Ele diz que costuma usar uma galão, mas que gostaria de saber a maneira mais segura de fazer o transporte do combustível. Segundo o órgão, as garrafas corretas podem ser encontradas em algumas redes de postos de combustíveis, supermercados e lojas de acessórios para carros. A ABNT é o órgão responsável pela normalização técnica no País, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Segundo a entidade ela é privada, mas sem fins lucrativos, reconhecida no Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 1992. A ABNT tem poder para autuação em caso de irregularidades.
Para uma boa parcela de motoristas ou até pilotos de motos, andar com seu veículo com o combustível na reserva é um hábito bastante comum. O problema é ficar na "mão" quando o veículo começar a "morrer de vez" e em um lugar deserto, não é?
Nessas horas, a saída é buscar algum posto de combustível e recorrer a compra do produto em galões ou garrafas de refrigerante. Entretanto, colocar gasolina ou etanol nesse tipo de embalagem é proibido pela Agência Nacional de Normas Técnicas (ABNT), mas que continua sendo oferecido pelos postos para evitar atritos com os próprios consumidores.
Em Fortaleza, de acordo com o gerente de um posto que não quis se identificar, pelo menos cinco motoristas buscam, por dia, as bombas para compra de combustível em galões.
"A gente orienta, fala da proibição e das autuações a que o posto está sujeito, mas na maioria das vezes, o motorista não entende e com razão já que ele se encontra um pouco aflito. Há quem diga que a gasolina é para salvá-lo do prego que acabaram de ter".
Ele salienta que por conta das pressões feitas pela distribuidora e diante da lei, o mesmo posto tentou suspender a venda fora do tanque por duas semanas e enfrentou diversas reclamações. "Há pessoas mais exaltadas que querem brigar. Alguns ligavam na minha casa e me cobravam a venda. Como os demais postos continuaram vendendo, também voltei a trás", explicou o proprietário de um posto que também não quis se identificar.
Para ele, que também é sócio do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, apesar da lei ser clara e dos postos serem cobrados e orientados a não realizar a venda em recipientes que não atendam às especificações da ABNT, "levar a determinação à risca é muito difícil. Os postos acabam descumprindo a lei para atender a necessidade imediata do cliente", disse.
O dono de um outro posto (que não quis se identificar), garante que a incidência de motoristas que ficam sem o combustível e procuram a compra em galões ou garrafas pet é regular. "No meu posto, que fica bem na beira de uma rodovia estadual, esse atendimento é diário. Na ponta do lápis, em média seis pessoas por dia", contabilizou nos dedos.
Para quem não sabe, a determinação da ABNT, em vigor desde 2008, tem como objetivo garantir a segurança no transporte do combustível. Por motivo de segurança, a NBR 15.594-1 proíbe textualmente a venda e o transporte de combustíveis em recipientes plásticos, como os citados, e, ainda, define os procedimentos para o abastecimento de motocicletas.
Essa instituição tem poder para autuar postos e outros estabelecimentos, diante da constatação de desrespeito as suas determinações.
Embalagem adequada
O artigo NBR 15.594-1 determina que a venda de combustível fora do tanque do veículo só pode ser feita por meio de recipientes metálicos ou não metálicos, rígidos, certificados e fabricados para este fim e que permitam o escoamento da eletricidade estática gerada durante o abastecimento. No entanto, não há nos postos tais recipientes para a venda.
Se de um lado a venda em galões ou garrafas plásticas é proibida, do outro lado, ter o veículo parado em vias públicas por falta de combustível, segundo do Código Brasileiro de Trânsito, é falta média, com perda de quatro pontos na carteira e multa de 85,12 e com direito a remoção.
Funcionário de uma oficina mecânica na capital, Luciano Fuentes, afirma que usa a gasolina para limpar as peças dos carros.
Ele diz que costuma usar uma galão, mas que gostaria de saber a maneira mais segura de fazer o transporte do combustível. Segundo o órgão, as garrafas corretas podem ser encontradas em algumas redes de postos de combustíveis, supermercados e lojas de acessórios para carros. A ABNT é o órgão responsável pela normalização técnica no País, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Segundo a entidade ela é privada, mas sem fins lucrativos, reconhecida no Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 1992. A ABNT tem poder para autuação em caso de irregularidades.