Conta-giros: para que ele serve mesmo?

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Redação producaodiario@svm.com.br
1, 2, 3, 4, 5 e 6. No painel aparecem em números garrafais. A ferramenta serve para ver detalhes do motor em movimento

Chamado de "conta-rotações" em Portugal, o nosso "conta-giros" consiste em um instrumento criado para medir rotações de um motor por minuto, daí é que vem a sigla RPM.

De acordo com Israel Lisboa, diretor comercial da Moto Shop, uma das autorizadas da Suzuki, em Fortaleza, o conta-giros ou tacômetro - como também é conhecido, é para muitos motoristas ou pilotos, um simples "relógio a mais no painel. Entretanto, para quem curte carro ou moto, é um instrumento de precisão que sinaliza qual limite de segurança está o motor", detalha.

Esse equipamento é instalado em veículos de passeio e industriais com a finalidade de possibilitar o monitoramento do funcionamento do motor e em veículos, saber o momento exato de realizar mudança de marcha FOTO: JOTA POMPÍLIO

Como encontrá-lo

Para entendê-lo, segundo especialistas, é simples. Em todo manual do proprietário existe o indicativo das faixas de rpm de torque e potência máxima.

Para especialistas, nas fichas técnicas essa informação existe. A potência máxima, geralmente indicada em hp ou cv, já se auto explica, pois quanto maior a potência, maior a velocidade a ser atingida. Já o torque máximo representa o melhor equilíbrio do motor - a rotação na qual encontramos maior agilidade e menor consumo.

Como usar? Para Israel o ideal é trocar de marcha sempre dentro da rotação indicada pelo manual do proprietário, "pois assim o condutor estará aproveitando melhor o desempenho do motor. Para quem tem dúvidas, ele salienta que é simples: basta acompanhar o movimento da agulha do conta-giros e escolher a faixa de torque máximo para trocar as marchas.

Para Arlen Assef, especialista em carros 4x4, dessa forma, a manobra proporcionará uma tocada suave e uma retomada contínua de velocidade, além de reduzir o consumo e as emissões. "Proporciona igualmente mais segurança, não só no equilíbrio dinâmico do veículo, mas no tempo de reação em ultrapassagem". Para experts, ultrapassar com rotação muito abaixo das faixas de torque/potência representa maior tempo de exposição ao fluxo contrário.

Sem esforço

Nos carros automáticos, basta acelerar forte que a correção de marcha é quase imediata; se for um automático com seleção de marcha, melhor ainda. Na opção esportiva dos câmbios modernos, as trocas são feitas sempre visando à potência máxima.

Em um carro manual podemos trocar de marcha abaixo do torque máximo? Experts afirmam que sim, muitas vezes resultando até em redução no consumo. Mas, o problema é que, com isso, o carro estará desequilibrando.

Para finalizar, Arlen lembra que ao acelerarmos, a força do motor deve levar o veículo à frente e ao levantarmos o pé do acelerador, a mesma força deve ajudar a reduzir a velocidade. "Quando estamos com as rotações muito abaixo do torque máximo, o carro está com comportamento dinâmico semelhante ao colocar a alavanca de câmbio em neutro (ou "banguela"), sem a força do motor para alinhar a massa deslocada".

MAIS INFORMAÇÕES

MOTO SHOP
ENDEREÇO: BARÃO DE STUDART, BAIRRO: ALDEOTA, NÚMERO: 2330
TELEFONE: (85) 3105.8222


Jota Pompílio
Repórter