Assistentes Sociais na defesa dos povos originários e comunidades tradicionais

aperto de mão
Legenda: A regressão de direitos tem classe e cor, por isso urge o combate ao racismo, reiterado como bandeira de luta
Foto: Pixabay

Parabéns a categoria do/as Assistentes Sociais no seu dia 15 de maio. Profissão institucionalizada no Brasil nos anos de 1930, cuja legitimidade é trabalhar com as expressões da questão social, junto as políticas públicas no âmbito da proteção social.

Nos últimos anos, entrou para a agenda política da profissão o tema da questão racial, do combate ao racismo. Essa iniciativa rompeu a trajetória de pouca valorização ao tema, demarca que toda escuta é uma escolha política. Torna-se imprescindível intervir no enfrentamento ao racismo quando se quer um Brasil mais republicano, democrático e justo.

As entidades organizativas (CFESS/CRESS/ABEPSS/ENESSO) assumiram o desafio de construir estratégias de consolidação do projeto profissional propositivo quanto às relações étnico raciais. No país, em 2019, afirmaram que a regressão de direitos tem classe e cor, por isso urge o combate ao racismo, reiterado como bandeira de luta. Se cortam direitos, quem é preta e pobre sente primeiro. 

E em 2021 o tema das comemorações pelo seu dia é - O trabalho pela vida e resistência dos povos originários e comunidades tradicionais (PCTs).

A profissão com suas competências teórico metodológica, ético política e técnico operativa deve realizar o trabalho social junto aos indivíduos, famílias e movimentos sociais para a superação das desigualdades raciais, com reconhecimento étnico e redistribuição econômica aos grupos minorizados, como indigenas, população negra, quilombolas e outros PCTs.

Acresce que, no contexto da pandemia do novo coronavírus, os Assistentes Sociais têm papel fundamental como profissional de linha de frente diante da fragilidade dos sistemas sociais públicos, atuando sobretudo no SUS, no SUAS. Como é sabido, esses grupos discrimnados em termos raciais estão em desvantagens, como os mais infectados, com enorme dificuldade de cumprir o isolamento social.

O trabalho profissional durante a pandemia não parou, segue de forma remota e até presencial. Os atendimentos primam por comunicação inclusiva para barrar a infecção, sistematização de demandas socioeconômicas, apoio para o acesso ao benefício emergencial, busca ativa, recomendações para o fortalecimento dos laços de vizinhança e solidariedade nos territórios e outras ações.

Portanto, fica evidente o seu compromisso com a proteção social, sendo urgente o reconhecimento desses profissionais como grupo prioritário em qualquer plano de imunização, pois seu trabalho contribui na garantia de vida do/as brasileiro/as.

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.



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