Tiro ao alvo (ao treinador)
Leia a coluna de Wilton Bezerra desta quarta-feira (04)
Mal a temporada começou e quatro treinadores já foram dispensados.
O "tiro ao treinador" continua sendo o divertimento preferido do dirigente de nosso futebol.
Desde que o técnico passou a ser único responsável pelos sucessos e insucessos de uma equipe, a compulsão de demiti-lo tomou proporções absurdas.
É claro que não pode ser assim, mas é. Quem manda faz, e não se toca mais no assunto.
Um dia desses, Filipe Luís, como treinador do Flamengo, só faltou chegar à sede da CBF carregado nos braços para assumir o comando da seleção brasileira.
Uma avalanche em favor de um jovem profissional que ganhou, à frente do Flamengo, até campeonato de cuspe à distância. Uma unanimidade.
Há pouco tempo, renovou contrato, depois de intermináveis discussões, com uma multa rescisória milionária.
Pois esse Filipe Luís não fugiu à maldição. Bastaram dois meses de maus resultados e já foi "convidado" a deixar o posto.
Pareceu até filme de máfia. Enquanto o Flamengo goleava o Madureira, a sua queda era definida pelos dirigentes.
Dorme-se aclamado como gênio e acorda-se como um "sem noção" qualquer.
Definitivamente, o nosso futebol não é nem para os fortes. Quando mais para meros amadores.