Tiro ao alvo (ao treinador)

Leia a coluna de Wilton Bezerra desta quarta-feira (04)

Escrito por
Wilton Bezerra wilton.bezerra@svm.com.br
Legenda: Ex-técnico do Flamengo, Filipe Luís perdeu a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana em 2026
Foto: André Durão

Mal a temporada começou e quatro treinadores já foram dispensados.

O "tiro ao treinador" continua sendo o divertimento preferido do dirigente de nosso futebol. 

Desde que o técnico passou a ser único responsável pelos sucessos e insucessos de uma equipe, a compulsão de demiti-lo tomou proporções absurdas.

É claro que não pode ser assim, mas é. Quem manda faz, e não se toca mais no assunto. 

Um dia desses, Filipe Luís, como treinador do Flamengo, só faltou chegar à sede da CBF carregado nos braços para assumir o comando da seleção brasileira.

Uma avalanche em favor de um jovem profissional que ganhou, à frente do Flamengo, até campeonato de cuspe à distância. Uma unanimidade.

Há pouco tempo, renovou contrato, depois de intermináveis discussões, com uma multa rescisória milionária.

Pois esse Filipe Luís não fugiu à maldição. Bastaram dois meses de maus resultados e já foi "convidado" a deixar o posto.

Pareceu até filme de máfia. Enquanto o Flamengo goleava o Madureira, a sua queda era definida pelos dirigentes.

Dorme-se aclamado como gênio e acorda-se como um "sem noção" qualquer.

Definitivamente, o nosso futebol não é nem para os fortes. Quando mais para meros amadores.

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