Ronaldinho Gaúcho, um artista brasileiro
Confira a coluna desta quarta-feira (26) do comentarista Wilton Bezerra
Depois de Garrincha, não lembro de um jogador brasileiro que, através do drible, tenha fascinado tanto as plateias do Mundo quanto Ronaldinho Gaúcho. Esse herói da alegria volta a jogar futebol por uma divisão secundária do futebol europeu. Artistas da bola como ele estampam sempre um sorriso despreocupado, são generosos, pouco disciplinados, irreverentes de uma arte popular que é o futebol. Com o seu estilo, Ronaldinho Gaúcho "nos representa", sim.
O bem jogado
Hoje, o jogo bem jogado requer gostar da bola e valorizar sua posse. Não depender, excessivamente, do jogo dito "reativo", nem da "bola parada". Jogar bem e bonito significa jogar com eficiência. Eliminar o "saber sofrer" ou o "sofrer menos". O baixo nível de muitos jogos que assistimos no futebol brasileiro tem muito a ver com estagnação.
A PIOR FORMA DE SOLIDÃO DO JOGADOR
Não existe pior coisa para o jogador do que ser apontado como único culpado pelo fracasso da equipe. O pior acontece quando, depois do erro cometido, não aparece ninguém que saia em sua defesa. O jogador olha para todos os lados e só vê inimigos. Não tem para onde correr ou fugir. É a pior forma de solidão para o atleta. Principalmente, se o caso for com o goleiro que falha.
FRASE
“Futebol é a vitória da inspiração sobre o método; é a vitória do atalho sobre a estrada”. Carlos Polimeni.