PENSANDO FUTEBOL

Leia a Coluna desta terça-feira (14)

Escrito por
Wilton Bezerra wilton.bezerra@svm.com.br
Legenda: O futebol, a paixão por clubes e a estética do jogo merecem reflexões permanentes
Foto: KID JUNIOR / SVM

* O FORA DE SÉRIE - Quando o futebol foi inventado, se não surgisse jogador de talento na sua prática, não haveria gente para assisti-lo. Com verniz teórico, muita gente acha que o coletivo é o caminho para se obter sucesso no futebol. Uma clara visão de quem secundariza o individual. Não formo nessa corrente, de forma radical. Para mim e certamente quem gosta de futebol, o jogador fora de série é fator de fascínio e desequilíbrio. Indispensável. 

* PAIXÃO PELO FUTEBOL - Segundo Luis Fernando Veríssimo: "A paixão pelo futebol é a única das nossas paixões juvenis que persiste no adulto". E mais: "Paixão que enche os estádios e leva pessoas perfeitamente normais à apoplexia, ou quase isso". 

* AMOR AO CLUBE - Uma coisa que o torcedor gosta de conservar é a crença de que o jogador tem amor ao clube que defende. Num passado recente, havia exemplos de jogadores que, de fato, amavam os clubes. Hoje, bem menos. Difícil até apontá-los.

* ESTATÍSTICA - Um futebol com base apenas nas estatísticas, como imaginam alguns teóricos, tornaria o jogador um robô, incapaz de iniciativas, erros, acertos e improvisações. Futebol como um problema de matemática.  

* RESULTADISMO - "O resultado é a coisa mais importante no futebol. Sou fanático dessa teoria".  Há quem afirme isso a todos pulmões, esquecendo que "a beleza é necessária, porque só os placares não bastam".

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