O TEMPO E A CARESTIA

Confira a coluna desta quinta-feira (2) do comentarista Wilton Bezerra

Escrito por
Wilton Bezerra producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 20:13)
Legenda: Leia a coluna de Wilton Bezerra
Foto: Institulo Elos

Nos "papos-água" da nossa adolescência, dizíamos que o passar do tempo deveria ser lento para não ficarmos velhos.

Ao mesmo tempo, na ânsia de ser "de maior", desejávamos o contrário.

A curiosidade sobre  filmes proibidos para menores de 18 anos acelerarava nossa ânsia pela rápida passagem do tempo.

"Ficar rapaz", o mais  rápido possivel, para ver Brigitte Bardot nua na tela do cinema.

Hoje, por uma outra razão, somos tomados pelo desejo de que o tempo corra.

Engolidos por uma tal de carestia (que hoje chamamos de inflação), mal chega o dia 20, nosso rico dinheirinho acaba e o mês continua.

Aí, a torcida é grande para que o tempo passe e chegue logo o fim do mês. 

Com "dinheiro novo" na mão, o início de um novo período de agonia.

Acrescente-se ao drama a situação enganosa dos índices
inflacionários anunciados.

É na hora da conferência nas gôndolas dos supermercados.

O grande artista e compositor Mário Lago é que mandou essa: "No fim do mês, sobrava um dinheirinho. Agora, no fim do dinheirinho sobram meses”.

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