O sistema de SAF não pegou
Confira a coluna desta quarta-feira (2) do comentarista Wilton Bezerra
Assim como certas leis, que no Brasil não pegam, o sistema de SAFs no futebol brasileiro não pegou. Pelo menos, até agora. Afora o Bahia, não se conhece outro clube onde o modelo tenha funcionado. No futebol cearense, o malogro da SAF do Ferroviário é um lamentável exemplo. Enquanto isso, como entidades associativas, muitos times brasileiros se mantêm em pé de forma precária.
INSEGURANÇA BRASIL
O medo do brasileiro o conduz a trocar a liberdade por segurança. Por medo, os condomínios se transformam em verdadeiras penitenciárias de luxo, os gastos com segurança são cada vez maiores. Carros blindados. Fronteiras como peneiras para drogas e armas. Só falta que os discursos políticos exortem, claramente, o povo a se armar. E aí é encher o peito e gritar: " Pátria armada, Brasil!".
VARIAÇÃO TÁTICA
Um time que joga com as linhas adiantadas, impondo protagonismo, pode, quando o jogo sai do roteiro esperado, recuar um pouco para atrair o adversário. Não se trata de dar a bola e, sim, de procurar ganhar, com a manobra, um pouco mais de espaço para atacar. Isso é compreendido como adaptação ao jogo ao longo de uma partida.
O PASSADO É O QUE FICOU
"Quem vive de passado é museu". Essa sentença tem o azedume do lugar comum. Tenho reverência pelo passado, sim. Precisamos dele para explicar o presente. Gosto de remexer em velhas publicações de revistas e jornais. O passado para mim é vivo. Qual o problema? "O passado não é o que passou. É o que ficou". Alceu de Amoroso Lima.