O complexo de vira-lata com a Seleção Brasileira

Confira a coluna desta terça-feira (2) do comentarista Wilton Bezerra

Escrito por
Wilton Bezerra jogada@svm.com.br
(Atualizado às 08:23)
Legenda: O jornalista Nelson Rodrigues criou a teoria do complexo de vira-lata
Foto: reprodução

Há quem sinta uma certa satisfação em apresentar o Brasil como um País que não nasceu para vencer no futebol. Sentimento nascido quando perdemos, em casa, a Copa do Mundo de 50. Coisa criada por Nelson Rodrigues, com a história do brasileiro que se comportava como um vira-latas. Perdemos feio, (os 7 x 1) assim como ganhamos bonito. Daí porque, esse momento deprê fica sem sentido.

ESQUEMAS TÁTICOS

Quando comecei a manjar futebol, colocava o meu time de botões (Flamengo) no sistema 2-3-5 (a "pirâmide”). Um pinote e passamos a "adotar" o 4-2-4. Quando o 4-3-3 chegou, já estávamos longe do jogo onde os botões eram capas de relógio. A partir daí, as formas táticas abundaram, vindas, principalmente, da Europa. Me surpreendo em observar que o esquema 4-4-2 (lançado pelos ingleses em 1966), muito usado nos dias atuais, completou 60 anos.

GOSTAR

O clima em torno de uma Copa do Mundo deixa muita gente encafifada: "Todo mundo tem seu lado irracional", dizem. "Como se pode gostar de um jogo entre 22 marmanjos correndo atrás de uma bola?". Acrescentam. Então, é o seguinte. Você pode não gostar, mas não pode ignorar. Nem tratar os que gostam como alienados. No futebol, projetamos o gosto pela façanha. Ele nos dá prazer de jogar e ver jogar. Serve até para revelar caráter. É uma tela, onde um País revela suas potencialidades.

FRASE

"Os duelos do futebol são a melhor metáfora para se compreender a vida". WB.

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