Noruega passou o remo no Brasil

Leia a coluna de Wilton Bezerra

Escrito por
Wilton Bezerra producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:46)
Legenda: Brasil x Noruega, pela Copa do Mundo de 2026.
Foto: Foto por HAKAN AKGUN / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

Os primeiros dez minutos de jogo não poderiam ser mais efervenscentes.

Um gol anulado (por impedimento) da Noruega e um pênalti desperdiçado pelo Brasil.

A partir de então, a Noruega  cadenciou o jogo e tirou, para o resto da partida, a pretendida aceleração do Brasil.

Sim, pintaram algumas oportunidades de gol para a seleção brasileira. 

Mas, é verdade, também, que  a Noruega modelou o jogo da forma que quis.

Lembrar que, depois de trombar com Gabriel Magalhães, Halland serviu a Odegard em condições de abrir a contagem.

Como na segunda fase, a Noruega continuou inabalável na ação de amornar o jogo, Ancelotti acionou o botão de emergência.

Colocou Endrick, no lugar de Matheus Cunha, aos 12 minutos. Um minuto depois, Endrick perdeu, cara a cara com Nyland, a chance de abrir a contagem. O passe foi de Vini Jr.

A Noruega, então, passou a colocar o nariz de fora. Aos 23, Halland chegou atrasado, debaixo da trave de Alisson.

Aos 22 minutos, o botão de emergência de Ancelotti foi novamente acionado para fazer entrar Neymar.

Aos 34 minutos, Halland sobe mais que Gabriel Magalhães e pega um cruzamento para fazer 1x0.

Se, aos 40 minutos, o zagueiro da Noruega quase marca contra (a bola tocou na trave), quatro minutos depois Halland selou a sorte do Brasil e faz 2 x 0.

O pênalti, convertido por Neymar, nada alterou. Fora de hora.

Certo é que a seleção de Ancelotti não ousou subir suas linhas e acelerar o ritmo de jogo.

As jogadas de ruptura pelos lados, com Vini Jr. e Rayan, não funcionaram. 

A Noruega gostou da posse da bola, valorizou essa posse e, às vezes, até caminhou em campo no segundo tempo.

Com duas fortes remadas, Halland mandou o Brasil de volta para casa. Não passou 10 segundos com a bola o jogo todo.

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