Na medida: Reflexões do tal de futebol

Leia a Coluna deste sábado (25)

Escrito por
Wilton Bezerra wilton.bezerra@svm.com.br
Legenda: A Série C, competição que o cearense Floresta disputa, é uma das mais niveladas do futebol brasileiro
Foto: Lenilson Santos/Floresta EC

* SUSPENSE - Paradoxalmente, um campeonato nivelado por baixo, como o Brasileiro da série C, pode trazer um certo suspense na indefinição das partidas. É que o próprio nivelamento proporciona. Ou seja, as partidas se revestem de suspense e não de qualidade. Os times correm de forma desenfreada, lutam, mas erram demais. Ninguém é tão superior a ninguém e tudo pode acontecer. Não sei se é apropriado tratar isso como um “charme” que sustenta a competição. 

* CONFUSÃO - Por qualquer motivo, se estabelecem confusões que tornam as partidas de futebol ainda mais pobres. Começa que os times desprezam suas cores tradicionais e jogam com camisas que não reconhecemos à primeira vista. O negócio é confundir, criar confusão até visual. 

* ANACRÔNICO - Estranho, quando se fala numa coisa burra chamada marcação individual. Também, escuto a menção feita a volante tipo brucutu, algo em desuso há muito tempo. Só faltam admitir a volta do "cabeça de área". Devo até dizer que o futebol brasileiro levou um bom tempo para se livrar desses anacronismo. Sem se falar na veneração pelos lugares-comuns. 

* O GÊNIO EM SUAS FORMAS - A genialidade futebolística se dá de formas diferentes. Um gênio pode ser mais inteligente, habilidoso. Outro, personificação do lúdico. Como nas brincadeiras de criança. 

* COISA NOSSA - O futebol é invenção dos ingleses, mas o drible nasceu no Brasil.

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