Na medida

Confira a coluna desta terça-feira (26) do comentarista Wilton Bezerra

Escrito por
Wilton Bezerra jogada@svm.com.br
Legenda: Só dava Luiz Gonzaga na sanfona, cantando Humberto Teixeira. A multidão delirava.
Foto: divulgação

LUIZ GONZAGA E A COPA DE 50

Por ocasião do Brasil x Uruguai de 1950, os alto-falantes do Maracanã traziam na sua programação musical todo um repertório de baiões. Primeiro, "Paraíba". Depois, "Baião de Dois". A seguir,  "Asa Branca". Era o gênero da moda no Rio de Janeiro. Só dava Luiz Gonzaga na sanfona, cantando Humberto Teixeira. A multidão delirava. Cada baião era um hino da paixão nacional.

TRANSFORMAÇÃO

Times de futebol viraram corporações. Como atividade capitalista, são regidos, na maior parte do Planeta, pelo livre mercado. Visam o lucro e a expansão das suas marcas. Muitos têm ações na bolsa e despertam cobiça de bilionários. Por trás da paixão, existem máquinas de fazer dinheiro. Embora nos causasse estranhamento, foi essa a nossa compreensão, há bastante tempo. Só que o dirigente do futebol brasileiro não absorveu inteiramente essa transformação. 

FUTEBOL E MÚSICA

Já ouviram falar em "jogar por música"? A música é tempo. Tempo de acelerar, tempo de ir mais lentamente, tempo de parar. Assim, é o futebol. Só que, apenas os grandes times, possuem essa noção de tempo.  Ter a bola, por exemplo, significa controlar o tempo. 

O FUTEBOL EM SUAS FORMAS

O gênio futebolístico acontece de formas diferentes. Um pode ser mais inteligente, habilidoso. Outro, a personificação do lúdico. Como nas brincadeiras de criança. 

FRASE

"As vitórias de Fortaleza e Ceará mais do que prazer dão alivio". WB.

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