Na medida
Confira a coluna desta segunda-feira (25) do comentarista Wilton Bezerra
FALSO 9
Houve um tempo em que o camisa 9 devia ser, obrigatoriamente, um jogador caneleiro, grandão e que só sabia fazer gol. Quando Zagalo agrupou talentos na seleção brasileira de 70, coube a camisa 9 a um jogador super habilidoso chamado Tostão. Daí, a história fajuta de falso 9. Como é que um jogador que tabela, dá passes e faz gols, pode ser chamado de falso? Da mesma forma, no tempo em que os times usavam um zagueiro como líbero, se cometia outro equívoco. Chegavam a dizer que tal função podia ser executada por um zagueiro veterano e mais lento. Pelo contrário. Esse zagueiro tinha que ser mais rápido, por atuar num espaço de cobertura maior. Por essa e outras, Nelson Rodrigues vociferava contra os "entendidos".
ACHAM POUCO
Há quem diga: "a cada Copa perdida, perco interesse pela seleção brasileira". Piores são aqueles que passam a torcer contra a canarinha. Pelo mesmo motivo ou só para "encardir". Ora, bolas. Quem tem cinco títulos mundiais não pode passar um tempo sem suas conquistas? Acham pouco?
"COLONIZADOR"
Dizem que, em suas palestras, o treinador Jorge Jesus (ganhou tudo com o Flamengo) sempre elogia o talento do jogador brasileiro. Mas, faz uma ressalva: "Não conheciam tão bem o jogo sem bola". Esquece que a seleção brasileira de 1970 já tinha craques trabalhando sem bola, concentrados para fechar espaços. Ponto para Zagalo.
EXAUSTÃO
Os tempos mudam, a motivação muda, as relações humanas mudam. Treinador se manter em alto nível por longos anos não é para qualquer um. Por que desaprendeu? Não. É porque o técnico, muitas vezes, pode ficar exausto de si mesmo.
FRASE
"A Copa do Mundo dura um mês. Mas, rende assunto para o resto da vida". Roberto Assaf.