Mazzola

Leia a coluna de Wilton Bezerra

Escrito por
Wilton Bezerra jogada@svm.com.br
(Atualizado às 16:56)
Legenda: Mazzola, ex-jogador de futebol do Brasil.
Foto: Divulgação / Palmeiras

Aos 10 anos de idade, na cidade de Crato, fui fisgado por duas coisas: o rádio e o futebol.

Copa do Mundo de 1958. Jogo Brasil 3 Áustria 0. Narrações de Pedro Luiz e Edson Leite, pela Rádio Bandeirantes. Dois gols de Mazzola e um de Nilton Santos.

Um nome se fixou na nossa mente: Mazzola, cujo nome verdadeiro é José João Altafini, nascido em Piracicaba, São Paulo.

Foi artilheiro e ídolo do Palmeiras. Fez dois jogos pela seleção brasileira de 1958.

Transferiu-se, depois, para o futebol italiano, onde se tornou uma lenda defendendo Milan, Juventus e Napoli, com o nome de Altafini.

Encerrada a carreira, enveredou, com sucesso, pela carreira de comentarista de futebol da TV italiana.

Em 1986, Copa do Mundo no México, estávamos no setor de imprensa do estádio Jalisco de Guadalajara, quando, de repente, sentou-se ao nosso lado uma figura que logo reconheci: Mazzola.

Fui remetido de volta ao passado da criança que começou a gostar de futebol, a partir de dois gols daquele que, agora, estava ao meu lado.

Foi uma sensação incrível. A foto trás Mazzola, aos 87 anos, enviando uma mensagem de otimismo ao torcedor brasileiro.

Estar numa Copa do Mundo nos proporciona grandes momentos de felicidade, emoção e grandes recordações.

Ave, Mazzola!

 

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